Até agora, o principal candidato a abastecer Bauru no futuro é o córrego Água Parada. Uma das vantagens do manancial seria a distância. A captação poderia ser feita a 15 quilômetros de Bauru enquanto o Tietê fica a cerca de 30 quilômetros da cidade.
Porém, o vereador e ambientalista Rodrigo Agostinho (PMDB) e o geólogo e especialista em questões ambientais Nariarqui Cavaguti consideram a água do Tietê de difícil tratamento. “Além de esgoto, o Tietê recebe metais pesados das indústrias de São Paulo e agrotóxicos das lavouras de cana-de-açúcar, carregados pelas chuvasâ€, lembra Rodrigo.
“O tratamento desse tipo de água é mais difícil e muito mais caroâ€, completa Cavaguti. O DAE está estudando o Água Parada há cerca de dois anos e estima que seriam necessários pelo menos R$ 10 milhões para captar, tratar e transportar a água para Bauru, conforme mostrou matéria publicada no último domingo.