Pirajuí - Uma moradora de Itaquera, em São Paulo, foi flagrada com um celular introduzido na vagina quando tentava visitar um detento da penitenciária Luiz Gonzaga Vieira, a PII, em Pirajuí, no último domingo de manhã, dia de visita.
O celular foi descoberto por duas agentes penitenciárias da PII que faziam revistas pessoais nas mulheres que chegavam para visitar os presos.
Após ser descoberta tentando burlar a revista, a auxiliar de limpeza Andréia Aparecida Lopes Ferreira, 25 anos, teria tentado subornar as agentes, dizendo que daria um “dinheirinho†para elas.
O fato, conforme a ocorrência registrada na Delegacia de Polícia de Pirajuí, ocorreu por volta das 7h45 de domingo. Como ocorre com as demais visitas, Andréia foi encaminhada para uma sala reservada na portaria da prisão, onde passaria por uma revista.
A revista, segundo a polícia, tem a função de barrar a entrada de objetos proibidos aos presos, como é o caso de telefone celular, drogas ou qualquer tipo de arma, por exemplo.
Durante a revista em Andréia, as agentes perceberam que a visitante tinha alguma coisa introduzida na vagina e pediram para que ela retirasse. A moça teria se recusado e respondido que não se tratava de nada importante e que era apenas um pouco de maconha.
Diante da insistência das agentes para que o objeto fosse retirado, a visitante teria dito que era para elas ficarem tranqüilas e deixarem as coisas como estavam.
Diante da recusa da visitante e da tentativa de corrupção, a moça foi encaminhada ao pronto-socorro da cidade onde um médico retirou o objeto de sua vagina. Na seqüência, Andréia foi levada para a delegacia onde a ocorrência foi registrada, e em seguida foi liberada. De acordo com a Polícia Civil, a moça poderá responder por tentativa de corrupção.
Bem embrulhado
Segundo a polícia, o celular, com bateria, aparentemente novo e ainda sem estar habilitado, estava envolto por algodão e enrolado em papel carbono, dentro de um preservativo. Isso, segundo a polícia, poderia ser uma tentativa de passar por um possível detector de metais, sem chamar a atenção.
Na delegacia, Andréia teria dito que pagou R$ 499,00 pelo aparelho e que o daria de presente a um preso. Essa, segundo a moça, era a segunda visita que fazia a preso em Pirajuí.
A procedência do celular ainda está sendo investigada pela polícia que quer saber se ele foi realmente comprado ou se é produto de furto. A Polícia Civil de Pirajuí não soube precisar quantas ocorrências sobre apreensão de celular foram feitas nas duas penitenciárias do municípo; mas informou que só neste ano já devem ter ocorrido cerca de dez.
____________________
Revista apreende celular em prisões
Com a intenção de evitar rebeliões ou tentativas de fuga nos dias que antecedem as eleições, agentes penitenciários e policiais militares fizeram ontem uma varredura em 22 presídios do Estado de São Paulo, entre eles Avaré e Iaras. Em algumas prisões a revista durou mais de sete horas.
Nas 22 unidades prisionais foram apreendidos 77 telefones celulares, 72 carregadores, 387 estiletes, 101 porções de maconha, 42 balas de maconha (de até 5 gramas) e outros 196 gramas do mesmo entorpecente.
Ainda foram encontrados 14 brocas, uma pistola de brinquedo, 31 pedaços de serra, 39 porções de cocaína e três de crack.
Em Avaré foram apreendidos arames e objetos improvisados para consumo de droga. Em Iaras, quatro celulares e pequenas porções de droga.