Economia & Negócios

Alta temporada do comércio está aberta

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

Setores como os de buffet, venda e aluguel de trajes finos ganham uma movimentação extraordinária no final do ano em função das festas de Natal, confraternizações de empresas, casamentos e formaturas. Os empresários que atuam nesses segmentos comemoram e mostram resultados de dar inveja em tempos de tão conturbada economia, no Brasil e no mundo. Em resumo, está aberta a alta temporada do comércio, quando diversas empresas aumentam seu lucro consideravelmente.

Proprietário de um buffet com 28 anos de tradição em Bauru, Evandro Rosso diz que tem eventos agendados em sua empresa até junho de 2003. Durante os meses de novembro, dezembro e janeiro, todos os finais de semana já estão comprometidos com festas, a maioria, de casamentos e formaturas.

De acordo com o empresário, a procura neste final de ano se equipara à de 2001, nesse mesmo período. Para ele, é motivo de alegria, já que todos os setores da economia brasileira estão passando por dificuldades. Muitos clientes são de cidades da região, como Botucatu, Jaú, Avaré, São Manoel, entre outras.

“Em função de toda essa turbulência no cenário econômico, eu achei que este final de ano seria pior que o de 2001 em termos de quantidade de eventos agendados. Mas para minha surpresa e satisfação, as pessoas não estão deixando de festejar”, diz Rosso.

Segundo ele, durante o mês de fevereiro o movimento cai um pouco em função do Carnaval. Contudo, seria rapidamente recuperado a partir de março, seguindo com prosperidade ao longo dos demais meses do ano.

“Na verdade, somente na época de Quaresma e em agosto a demanda de festas é fraca. De resto, esse segmento está sempre bem movimentado, sendo que o auge é entre novembro e janeiro”, observa.

Especificamente para comemorar o Natal e o ano novo, Rosso diz que também há procura. Nesse caso, os clientes são famílias grandes que contratam os serviços do buffet para reunir todos em grande estilo. Dessa forma, quem está promovendo o evento não precisa ficar se preocupando com os detalhes do antes e depois da festa.

Rosso afirma que a cada ano a quantidade de agendamentos aumenta e que o final do ano nunca decepciona em termos de volume de trabalho.

Agenda lotada

Paulo Sérgio Caversan diz que seu buffet tem agenda cheia até o final de janeiro de 2003. “Até lá, todos os finais de semana já estão com festas marcadas. Há casos em que mais de um evento será realizado no mesmo dia”, conta o empresário.

De acordo com ele, agosto e setembro são os únicos meses considerados fracos, em que há pouca demanda. Do outro lado da balança, outubro, novembro, dezembro e janeiro são os meses mais movimentados na empesa de Caversan.

Neste final de ano, a procura está equivalente à de igual período de 2001, para a satisfação do empresário. A maioria dos agendamentos se refere a festas de casamento e formaturas de estudantes universitários. Mas também há um grande número de festas de confraternização de final de ano promovidas por empresas da cidade, segundo relata Caversan.

Aliás, essa seria uma modalidade de evento que vem crescendo nos últimos anos. “As festas de casamento e de formatura ainda são em maior número, mas as confraternizações promovidas por empresas têm aumentado”, observa Caversan.

Num salão com capacidade para 400 pessoas, o buffet administrado por ele oferece várias opções de cardápio, que vão dos tradicionais até os mais requintados. Isso é o que define o valor da festa. No cardápio mais simples, a empresa cobra R$ 19,00 por pessoa. O preço máximo é de R$ 28,00 por convidado, segundo Caversan.

Roupas

O aluguel de roupas finas para festas é um ramo dentro do setor de confecções que vem crescendo significativamente. Sirlei Cruz, proprietária de uma loja tradicional da cidade especializada em trajes finos para mulheres e homens diz que a procura pelos aluguéis é tão grande que divide a preferência das clientes femininas: 50% aluguel e 50% alta costura sob medida.

Para noivas, a loja oferece o primeiro aluguel, ou seja, um vestido feito de acordo com o pedido da cliente. Para as outras ocasiões não é oferecida a opção do primeiro aluguel, mas Sirlei garante que a loja oferece roupas para todos os gostos, tanto para compra quanto para o aluguel.

“Estamos sempre mudando os modelos que colocamos para alugar para acompanhar a moda. O preto e o branco nunca saem de cena, mas agora também estão muito em alta as cores pink, amarelo, laranja e verde, além dos bordados em linha, pedrarias e muito brilho”, dá a dica.

De acordo com Sirlei, entre os homens a maioria aluga os trajes. A proporção seria de 70% aluguel e 30% compra. Para eles, além do smoking, os ternos de quatro e de três botões são os mais modernos.

O preço do aluguel pode explicar tanta preferência. Entre os trajes masculinos, os valores giram em torno de R$ 50,00 somente a roupa (terno completo), ou R$ 70,00 para alugar também o sapato. Roupas femininas variam, em média, de R$ 90,00 a R$ 180,00 para alugar.

“Já temos encomenda até mesmo para formaturas que serão realizadas em janeiro e fevereiro de 2003, no caso de quem opta por comprar a roupa feita sob medida. Temos movimento durante o ano todo, mas o final do ano sempre supera as expectativas”, afirma Sirlei.

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