Política

Fiscal é agredido na escola Luiz Zuiani

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 2 min

O fiscal da Justiça Eleitoral Roberto Pinheiro Gamito, 27 anos, foi agredido por uma mulher de 58 anos durante a abertura dos portões da escola estadual Luiz Zuiani para a votação do segundo turno, na manhã de ontem.

Gamito conta que ele e dois policiais que estavam de plantão em frente à escola tentavam organizar a fila de mais de três quadras que se formou nas imediações da escola, na tentativa de evitar os problemas e o tumulto ocorridos no dia 6 de outubro.

Segundo ele, muitas pessoas estavam na fila desde às 6h na intenção de cumprir com o dever cívico cedo. Entretanto, um grupo de pessoas que chegou pouco antes das 8h se aglomerava perto do portão na intenção de furar a fila.

Dentre as pessoas estava Maria Vicente Ribeiro, 58 anos que, alegando ser idosa, exigia entrar primeiro. “As pessoas que estavam na fila desde cedo não queriam deixar que isso ocorresse. Eu fiquei no portão controlando a entrada. Mas os eleitores começaram a forçar as grades e para conter o tumulto que se formou na entrada, fechei o portão aguardando que os policiais controlassem as pessoas. Aí uma senhora me agrediu. Me deu alguns murros”, relata o fiscal que teve a boca cortada.

Gamito conta que ela começou a bater e não parava mais, acusando-o de tirar seu direito de voto e tê-la chutado e passado com o portão sobre o seu pé esquerdo. Enquanto isso, mais pessoas se aglomeravam em frente ao portão.

Ele conta que o incidente durou alguns segundos, mas foi o suficiente para a coordenação dos fiscais pedir para que o portão fosse aberto e os eleitores entrassem e resolvessem sozinhos a ordem de votação.

Os policiais que estavam no local providenciaram o registro do boletim de ocorrência no qual a senhora afirmava desistir de votar. Mas o fiscal agredido contou que horas mais tarde Maria Vicente voltou mais calma e acompanhada de familares para votar.

“Eu só lamento pelas pessoas que ficaram horas na fila. Fiquei triste pelas pessoas que perderam seu tempo em vão. Mas isso é reflexo da nossa democracia ainda adolescente, jovem. Para construirmos um País ordeiro e melhor, temos que ter exemplos de boa educação e não sermos vencidos pela força bruta.”

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