Bairros

Consumidores são favoráveis, mas têm ressalvas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Muitas pessoas desperdiçam água, mas a aplicação de multa precisa ser criteriosa. Essa é a opinião de Rosimeire Aguiar Gonçalves, que mora na Vila Cardia, o bairro mais atingido pela falta d’água em Bauru.

“Sou favorável à multa, mas só para casos comprovados, que realmente configuram desperdício. Eu, por exemplo, fiquei sábado e domingo sem receber uma gota d’água depois de estar, há mais de 15 dias, com o abastecimento precário. Quando a água chegou hoje (ontem) cedo, aproveitei para lavar quintal, lavar roupa e fazer limpeza na casa. E isso não é desperdício”, explica.

Com 2.500 litros de reservação, Rosimeire conta que precisou até tomar banho na casa de parentes, em outro bairro, nos últimos dias.

Também moradora da Vila Cardia, Luzia Barbosa Silva é favorável à multa, mas ressalta que é difícil reduzir a quantidade de água consumida em época de calor. “Não é fácil deixar de lavar quintal pelo menos uma vez por semana com esse calor porque a poeira causa até alergia. Mas é claro que molhar o asfalto da rua é desperdício e deve ser multado”, opina.

A moradora, que na semana passada, ficou dois dias sem água, chama a atenção para os vazamentos na rua, que também desperdiçam o produto. “Nós, os consumidores, temos que economizar, mas o DAE precisa consertar os vazamentos com mais rapidez e as empresas também não podem molhar seus jardins como se não estivesse faltando água”, cobra.

Ontem à tarde a equipe do JC verificou vazamentos de água na quadra 12 da rua Campos Salles, na Vila Falcão, e na quadra 2 da avenida Engenheiro Hélio Police, no Jardim Redentor.

Já Sueli Martins, que mora na Vila Giunta, concorda com multa para o desperdício sem críticas. “Em casa ainda não chegou a faltar água, mas eu já deixei de lavar quintal para economizar. Mas vejo meus vizinhos desperdiçando. Por isso acho que a multa é a solução”, diz.

Comentários

Comentários