O vereador Rodrigo Agostinho está otimista com a possibilidade de aprovação do projeto de lei na sessão de hoje. Dos 17 vereadores consultados ontem pelo JC nos Bairros, onze adiantaram que votarão favoráveis ao projeto, cinco ainda estavam estudando a proposta e um preferiu não declarar o voto.
Os outros quatro parlamentares não foram encontrados para comentar o assunto. O vereador José Clemente (PSB), favorável ao projeto, também cobra do DAE a redução das perdas internas, na produção e distribuição de água. “Tenho a informação que 40% da água produzida acaba se perdendo. Sendo assim, o DAE também precisa ser punidoâ€, diz.
A assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria, afirma que as perdas ficam entre 25% e 30% da água produzida. Ela diz que a redução do índice também depende da reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA).
â€œÉ um índice médio. Com a atual situação da ETA é difícil reduzir. Países de primeiro mundo, como o Japão, ainda perdem 8% da água produzidaâ€, compara.
Sandra garante que o DAE tem tentado agilizar os consertos na rede de distribuição, para evitar que a água tratada vá para o esgoto. “Em época de falta d’água intensificamos os consertos, mas é impossível evitar o rompimento das redesâ€, alega.
O vereador Antonio Carlos Garms (PSDB), também favorável ao projeto, chama a atenção para o pedido de aumento da tarifa de água. “Temos que ficar atentos porque a reforma da ETA, que nunca é feita, tem servido como desculpa para reajuste da tarifa há anosâ€, questiona.
A vereadora Maria Majô Jandreice (PC do B) afirma que a multa não é uma medida simpática, mas acha que pode ajudar a educar a população a economizar água. “Se o cidadão pagar a multa e continuar desperdiçando, não adiantará nada. Essa crise de água exige um conjunto de ações e uma delas é a educação. Nisso a multa pode ajudarâ€, opina.
O vereador José Eduardo Ávila (PPB) adiantou que votará favorável ao projeto da multa em caso de desperdício, mas frisa que o DAE precisa buscar outra fonte para abastecer a cidade. “Sugerimos e o prefeito aprovou a criação de uma comissão para estudar a captação de água do Tietê. Na atual situação, precisamos economizar. Mas se retirarmos água do Tietê não mais será precisoâ€, comenta.