Ainda que tenham irrompido entre nós no distante após-guerra, vale dizer há mais de 60 anos, as Relações Públicas ainda não conseguiram motivar suficientemente todo o empresariado a constituir departamentos específicos em suas importantes organizações. A maior parte dos empresários continua, por isso, vestida com a velha indumentária dos que “resolvem tudoâ€, não transferindo para a competência de intercessores a solução dos problemas com que se defronta desde os grandes até os de mínimos detalhes. Nos Estados Unidos, na década de 20, já o avanço ganhava dianteira e dava lições ao mundo em função de sua crise econômica. Suas grandes organizações de comércio, indústria e serviços passaram a servir-se habilidosamente dos RP para acalmar a população que as hostilizava, levando ao grande público as causas dos altos preços dos produtos em geral, dos baixos salários e do desemprego no seu todo. Em nosso País, conforme a lei federal 5.377, de 11 de novembro de 1967, as Relações Públicas só podem ser ostensivamente exercidas por profissionais diplomados em curso universitário. Emerge daí a enorme importância dessa simpática categoria, estribada em matérias básicas de formação humanística, como se conhecem a sociologia, psicologia, antropologia, teoria de comunicação, comunicação comparada, cultura brasileira e língua portuguesa, razão pela qual o RP é, de uma forma geral, ligado diretamente à diretoria da empresa e serve como canal de comunicação entre a firma e as pessoas a ela relacionadas, tratando, portanto, com o público interno (funcionários) e externo (clientela), tendo por isso trânsito livre em todos os diversos setores da empresa. É considerado, portanto, um autêntico diplomata, que não pode, conseqüentemente, ser confundido com vendedores de livros, distribuidores de folhetos-propaganda nas vias públicas, recepcionistas, e, de contrapeso, organizadores de recepções, jantares e shows, mas podem estender suas atividades a entidades governamentais e privadas, entre as quais não se excluem jornais, revistas, televisões, emissoras de rádio, agências de publicidade, bancos, consultórios etc, surgindo daí a consciência indesmentível do valor desse profissional que, como acima se destacou, figura entre os demais como aqueles que mais importância existem na grande constelação. Façam-lhe a devida justiça. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade