Economia & Negócios

Prefeitura nega falta de interesse no projeto


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O chefe de gabinete da Prefeitura Municipal de Bauru, Antônio Sérgio Marsola, admite que as negociações em torno da implantação do Banco do Povo são antigas, mas nega que exista falta de interesse por parte do prefeito. Ele alega que muitos fatores teriam contribuído para essa demora, principalmente, o quadro deficitário de servidores e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Na primeira vez que se falou sobre a instalação do banco, a destinação inicial de verba era de R$ 500 mil. Para Bauru era muito pouco. Depois, o ex-secretário estadual Walter Bareli aumentou esse valor para R$ 1 milhão. Depois veio o problema da área onde a unidade seria instalada. O Estado demorou para definir isso, até que o diretor da Sert ofereceu a sede da secretaria. Mas naquele momento, já estávamos sendo alertados sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal”, relata Marsola.

De acordo com ele, pela lei a prefeitura não pode pode gastar mais do que 52,5% de sua receita com funcionários. Atualmente, estaria gastando 56%. Para que a prefeitura possa abrir concurso público para contratar mais servidores, é preciso estar enquadrada na lei.

“Estamos nos esforçando para conseguir atender à Lei de Responsabilidade Fiscal ainda neste exercício, para que no início de 2003 possamos abrir concurso público. Aí sim, teremos como enviar servidores para a seleção do Profac e posterior atuação como agentes de crédito no Banco do Povo”, afirma Marsola.

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