Comerciantes de flores de Bauru querem a presença dos fiscais da prefeitura na porta dos cemitérios amanhã, Dia de Finados. Eles alegam que recolhem seus impostos e nesta data sofrem com a concorrência de ambulantes de flores, que atuam sem autorização.
Apesar de ser a segunda data mais importante para o setor de flores, as vendas nos últimos Finados foram consideradas aquém do esperado. “Sofremos a concorrência dos ambulantes, supermercados e lojas popularesâ€, explica o comerciante Osni Pinto.
Ele também orienta a população a estar atenta à qualidade das flores. “Flor encanta e vida e a morte. É um presente fino. Quando a gente gosta de outra pessoa, tem que dar um presente de alto padrão. As floriculturas são boutiques de flores. Depois que as flores passaram a serem vendidas em vários estabelecimentos, caiu o padrãoâ€, critica.
“As floriculturas têm câmaras frigoríficas para conservar as plantas e cuidam para que elas não fiquem expostas ao sol. São embaladas cuidadosamente para ficarem sadias por mais tempoâ€, explica. Neste Finados, Pinto espera comercializar cerca de 300 vasos de crisântemos. â€œÉ a flor mais procurada nesta época do anoâ€, ressalta.
O volume de ambulantes em frente aos cemitérios também preocupa o comerciante e representante dos Lojistas de Flores de Bauru, Jorge Quatrina. “Precisamos de fiscalização rigorosa. No Finados do ano passado ambulantes sem autorização estavam na porta do Cemitério da Saudadeâ€, reclama.
Ele lembra que quase entrou em atrito com os camelôs. “Nós recolhemos impostos, empregamos dinheiro no setor e somos prejudicados na época mais propícia para a venda de flores. No ano passado, quase entrei em atrito com um ambulante. Faltou fiscalização da prefeituraâ€, cobra.
Segundo Quatrina, depois do Dia das Mães, Finados é a melhor data do ano para o comércio de flores. “Nesta época há um aquecimento no setor. Porém, a concorrência desleal, atrapalha o comércioâ€, diz. “Espero vender 300 vasos de crisântemosâ€, completa.
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Seplan
A secretária municipal de Planejamento, Maria Helena Rigitano, promete ser rigorosa na fiscalização a ambulantes nos cemitérios. “Haverá fiscalização em todos os cemitérios. Os fiscais vão fazer rodízio e visitar os cemitérios da cidade, exceto o Jardim do Ypê, que é particularâ€, conta.
De acordo com ela, sobraram espaços para comércio próximo a cemitérios disponibilizados pela Seplan. “Nem todos os espaços foram preenchidos. Só será permitido a venda de vela, flores e água. Outro tipo de comércio está proibidoâ€, diz.
Os ambulantes com alvará têm autorização para trabalhar no sábado, para os demais dias não há autorização. No Cemitério São Benedito estão autorizados seis ambulantes, no Redentor, 11 ambulantes, no Cristo Rei, até a manhã de ontem, nenhum, e no Saudade, 17 ambulantes.