Bairros

Cessam reclamações de falta d'água

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O nível do rio Batalha voltou ao normal, após as chuvas que caíram em Bauru entre terça-feira à noite e ontem pela manhã. A recuperação do rio permitiu que as duas bombas fossem mantidas ligadas o dia todo e a terceira, que estava fora de operação desde o último dia 7, fosse reativada na madrugada.

O reflexo foi imediato: ontem o Departamento de Água e Esgoto (DAE) não recebeu nenhuma reclamação de falta d’ água nem solicitação de caminhão-pipa, informa Sandra Faria, assessora de imprensa da autarquia. Locais como a Vila Cardia e Jardim América, onde o abastecimento estava prejudicado há dias, voltaram a receber água normalmente.

Paulo Roberto Boleti, que mora na rua Rio Grande no Norte e vinha enfrentando falta d’água há uma semana, mudou seus planos com a normalização do serviço. “Eu estava pensando em comprar uma caixa para colocar no chão, porque a água chegava sem pressão e não subia na de cima. Agora, por enquanto, desisti da compra”, conta.

Sem água em casa, Boleti relata que precisou tomar banho na casa de seu filho, no Núcleo Bauru 1, várias vezes. â€œÉ muito difícil ficar sem água. Eu estava dependendo do caminhão-pipa, mas não podia usar água à vontade para a caixa não esvaziar logo. Mas agora acho que voltou ao normal”, diz, mais tranqüilo.

Maria Célia Cardoso, que mora no Jardim América, outro bairro bastante prejudicado, acha que precisará de vários dias para pôr a casa em ordem. “Tenho louça e roupa acumuladas para lavar e limpeza de casa para fazer. Sem água, não faço serviços de casa há dias. Agora, vou passar o final de semana fazendo limpeza”, afirma.

Apesar do Batalha ter voltado ao seu nível normal, que é de 50 centímetros - chegou a cair para 11 centímetros no dia mais crítico -, o DAE teme aumento no consumo de água, o que poderia causar nova crise no abastecimento. “Continuamos pedindo economia à população. Com a elevação da temperatura, se não chover logo outra vez, o nível do rio pode voltar a cair”, alerta Sandra.

Chuva

A chuva acumulada nas últimas 24 horas foi de 8,4 milímetros, revela a medição feita ontem pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Entre terça-feira à noite e quarta-feira pela manhã, o acumulado foi de 22,1 centímetros.

Apesar do Batalha ter voltado ao seu nível normal, outubro fecha o mês com déficit de chuva. A média pluviométrica do mês é de 150 milímetros. A previsão do IPMet para hoje é de nebulosidade variável, sem chuvas.

A temperatura máxima deve ficar entre 28 e 30 graus - a mais alta ontem foi de 28,8 graus. Para amanhã e domingo, não há previsão de chuva e as temperaturas estarão em elevação. A tendência do IPMet para a segunda-feira é de chuvas e trovoadas, devido à chegada de uma frente fria no Estado de São Paulo.

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Vazamento

Sandra Faria, assessora do DAE, aproveita para esclarecer que a água que vazou da quadra 13 da avenida Getúlio Vargas, onde há um poço do DAE, anteontem à tarde, não era potável e que por isso estava à disposição da Secretaria do Meio Ambiente (Semma) para regar plantas.

Na edição de ontem do JC, um vizinho ao poço e que estava sem água em casa, denunciou que caminhões-pipa da Semma estavam sendo abastecidos no local. “Essa água estava reservada em uma caixa desativada há dois anos. Como era imprópria para consumo, o DAE a colocou à disposição da Semma para molhar jardins; dos bombeiros, para apagar fogo, e da Secretaria de Obras”, afirma.

Anteontem, o DAE alegou que o vazamento ocorreu por causa de um problema na bomba no poço, mas ontem retificou a informação. “O que de fato ocorreu é que o registro dessa caixa desativada não ficou bem fechado, causando vazamento”, completa Sandra.

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