Bairros

CVV precisa de novos voluntários

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

O Centro de Valorização da Vida (CVV) está precisando de cerca de dez voluntários para compor o seu quadro de atendimento. Para recrutar pessoas interessadas em participar do programa, estarão sendo realizadas duas palestras agora em novembro, em local e horário ainda a serem definidos pela entidade.

De acordo com Luís Carlos Cardoso, voluntário e integrante da Comissão de Divulgação do CVV, as palestras têm o objetivo de apresentar aos interessados o esquema de trabalho da entidade. “Nós damos as condições básicas para a pessoa analisar o trabalho do CVV e optar por se dedicar ao programa ou não.”

Quem decidir seguir em frente, deverá passar por sete semanas de treinamento, que inclui reuniões com duas horas e meia de duração por semana. Na ocasião, os interessados vão ser preparados para o trabalho de plantonista do programa, que visa dar apoio e conforto às pessoas que estão passando por dificuldades emocionais.

Cardoso conta que o quadro completo do CVV prevê 48 voluntários. No momento, a unidade de Bauru está com 36 pessoas inscritas. “Há uma rotatividade freqüente e, por isso, temos que recrutar novas pessoas”, diz Cardoso.

Isso ocorre porque o CVV é um trabalho que exige uma certa dedicação e muita flexibilidade de quem decide participar. A pessoa precisa dar plantão na entidade uma vez por semana, durante quatro horas e meia. Nesse período, ela deve estar preparada para ouvir qualquer tipo de desabafo, tanto por telefone, quanto pessoalmente. “O voluntário tem de ter disposição para doar calor humano e amizade para quem nos procura”, afirma.

O atendimento pessoal é feito das 7h às 22h, diariamente (inclusive aos sábados e domingos). “Tem muitas pessoas que preferem nos procurar aqui na sede da entidade, pois não se sentem à vontade para falar por telefone”, explica Cardoso.

Ele destaca que os voluntários devem ouvir atentamente os desabafos e dizer palavras de conforto e incentivo. No entanto, eles jamais podem dar conselhos e dizer o que a pessoa deve fazer. “Nós devemos apenas conversar com as pessoas, sem interferir nas suas decisões. Afinal, são elas que vão sofrer as conseqüências - boas ou más - das decisões que tomarem”, explica o voluntário.

Discrição

Um dos principais compromissos que um voluntário deve assumir ao se filiar ao CVV é manter o sigilo absoluto sobre o seu trabalho. Por isso, nem mesmo fotos das pessoas prestando atendimento são permitidas, de acordo com Cardoso. “A pessoa que nos procura tem que ter a certeza de que nós somos confiáveis e não vamos divulgar jamais o que foi dito por aí”, enfatiza.

Ele lembra também que não é preciso nem se identificar para ser atendido pelo CVV. “Se a pessoa não quiser, não precisa dizer o nome. Basta nos contar o problema e desabafar”, destaca.

Fiel a esse princípio, ele não quis relatar nem mesmo quais são os principais assuntos abordados pelas pessoas atendidas pelo CVV. “Nós não podemos dizer nada sobre isso. Apenas que as relações humanas são os assuntos mais recorrentes nas conversas”, ressalta.

O CVV de Bauru recebe uma média de 100 ligações e faz aproximadamente dez atendimentos pessoais por mês.

Para o voluntário, a principal vantagem é que ele se sente gratificado por estar ajudando alguém que ele nem mesmo conhece, em um momento difícil e complicado da vida. â€œÉ realmente um ato de doação e a gente acaba crescendo intimamente com isso”, diz Cardoso.

• Serviço

As palestras para explicar o programa CVV serão ministradas nos próximos dias 12 e 16. Horário e local ainda não estão definidos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 222-4111. Esse também é o telefone para quem procura a entidade para ser atendido. O CVV fica no Terminal Rodoviário, sala 50.

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