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Internet gratuita agrada e gera filas

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

As filas nos locais que disponibilizam acesso à Internet gratuito em Bauru mostram que a rede está fazendo sucesso entre pessoas de várias idades e classes sociais.

O Infocentro da Oficina Cultural “Glauco Pinto de Moraes”, inaugurado em setembro, é um exemplo disso. Diariamente, a sala - batizada com o nome “Sérvio Túlio Coube” - recebe de crianças a idosos interessados em navegar na Internet.

Para utilizar um dos dez computadores da sala é necessário fazer um cadastro. O acesso é liberado durante meia hora. Para voltar a acessar, é necessário entrar novamente na fila.

“O objetivo é a democratização digital. Queremos levar o acesso a quem não tem ou é de fora da cidade”, expõe Marcelo Graziani, coordenador geral da Oficina Cultural.

O monitor da sala, Rogério Luiz de Souza, conta que as salas de bate-papo, os cursos via Internet e os sites de música fazem bastante sucesso entre os cadastrados no Infocentro.

Gleisson Cortegoso, 11 anos, freqüenta semanalmente a Oficina Cultural para acessar Internet. Ele tem computador e provedor em casa, mas seus pais permitem que ele acesse apenas aos sábados. “Eu gosto de acessar bate-papo, para conversar, e de fazer pesquisas para a escola”, diz.

As amigas Angélica Cristina Luiz, 17 anos, e Marlene de Oliveira Souza, 15, procuram acesso gratuito à Internet diariamente para entrar nas salas de bate-papo.

Já Eduardo Marcelino Monteiro, 20 anos, têm interesse pelos sites relacionados a música. “Eu acho isso superlegal para pesquisas, trabalhos, divulgações de cursos”, diz.

Curiosidades

O aposentado Cláudio Herreira Perez, 66 anos, chega a ir duas vezes por dia ao Infocentro. Ele acessa principalmente sites de curiosidades. “A fonte que temos hoje com a Internet é inesgotável. Eu tenho Internet em casa, mas em casa a gente só acessa aos finais de semana e depois da meia-noite”, afirma.

O Infocentro, que já tem mais de 100 pessoas cadastradas, funciona das 9h às 21h de segunda a quinta-feira, das 9h às 18h às sextas-feiras e das 14h às 18h aos sábados.

Outro “point” do acesso gratuito à Internet na cidade é a agência central dos Correios. O tempo de espera na fila para ter alguns minutos de conexão à rede mundial chega a ser de 40 minutos.

São dois terminais de acesso público que estão disponíveis aos usuários durante o horário de funcionamento da agência. Os “quiosques” - como foram denominados - estão liberados ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Aos sábados, podem ser utilizados das 8h ao meio-dia.

Nos dias úteis, estagiários treinados monitoram e coordenam o uso do equipamento, auxiliando clientes que não têm intimidade com a informática.

O tempo máximo de acesso permitido é de 15 minutos. De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, o limite foi estabelecido para que mais pessoas possam usufruir do benefício.

O escritor Alex Martimiano, 36 anos, vai à agência dos Correios de três a quatro vezes por semana para acessar Internet. “Eu procuro conhecer pessoas novas e trabalhos de poesia. Quinze minutos não é suficiente e eu entro na fila de novo”, conta.

O Serviço Nacional do Comércio (Senac) é mais um local em que as pessoas podem acessar gratuitamente a Internet, através do Projeto On Line Cidadão.

De acordo com a assessoria de imprensa do Senac, o objetivo da iniciativa é promover a democratização da rede e facilitar o acesso a informações selecionadas, educando para o exercício da cidadania.

Além disso, o projeto é uma forma de garantir possibilidades de acesso ao público de menor poder aquisitivo. Já existem 366 pessoas cadastradas no projeto do Senac em Bauru, que existe desde maio deste ano.

O acesso à Internet no Senac se faz por uso de cartão individual que permite 30 minutos diários de conexão durante um ano. Ao usuário cabe apenas o custo do próprio cartão, que é de R$ 2,00.

O quiosque On Line Cidadão pode ser utilizado durante o horário de funcionamento da unidade do Senac em Bauru: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados.

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