As filas nos locais que disponibilizam acesso à Internet gratuito em Bauru mostram que a rede está fazendo sucesso entre pessoas de várias idades e classes sociais.
O Infocentro da Oficina Cultural “Glauco Pinto de Moraesâ€, inaugurado em setembro, é um exemplo disso. Diariamente, a sala - batizada com o nome “Sérvio Túlio Coube†- recebe de crianças a idosos interessados em navegar na Internet.
Para utilizar um dos dez computadores da sala é necessário fazer um cadastro. O acesso é liberado durante meia hora. Para voltar a acessar, é necessário entrar novamente na fila.
“O objetivo é a democratização digital. Queremos levar o acesso a quem não tem ou é de fora da cidadeâ€, expõe Marcelo Graziani, coordenador geral da Oficina Cultural.
O monitor da sala, Rogério Luiz de Souza, conta que as salas de bate-papo, os cursos via Internet e os sites de música fazem bastante sucesso entre os cadastrados no Infocentro.
Gleisson Cortegoso, 11 anos, freqüenta semanalmente a Oficina Cultural para acessar Internet. Ele tem computador e provedor em casa, mas seus pais permitem que ele acesse apenas aos sábados. “Eu gosto de acessar bate-papo, para conversar, e de fazer pesquisas para a escolaâ€, diz.
As amigas Angélica Cristina Luiz, 17 anos, e Marlene de Oliveira Souza, 15, procuram acesso gratuito à Internet diariamente para entrar nas salas de bate-papo.
Já Eduardo Marcelino Monteiro, 20 anos, têm interesse pelos sites relacionados a música. “Eu acho isso superlegal para pesquisas, trabalhos, divulgações de cursosâ€, diz.
Curiosidades
O aposentado Cláudio Herreira Perez, 66 anos, chega a ir duas vezes por dia ao Infocentro. Ele acessa principalmente sites de curiosidades. “A fonte que temos hoje com a Internet é inesgotável. Eu tenho Internet em casa, mas em casa a gente só acessa aos finais de semana e depois da meia-noiteâ€, afirma.
O Infocentro, que já tem mais de 100 pessoas cadastradas, funciona das 9h às 21h de segunda a quinta-feira, das 9h às 18h às sextas-feiras e das 14h às 18h aos sábados.
Outro “point†do acesso gratuito à Internet na cidade é a agência central dos Correios. O tempo de espera na fila para ter alguns minutos de conexão à rede mundial chega a ser de 40 minutos.
São dois terminais de acesso público que estão disponíveis aos usuários durante o horário de funcionamento da agência. Os “quiosques†- como foram denominados - estão liberados ao público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Aos sábados, podem ser utilizados das 8h ao meio-dia.
Nos dias úteis, estagiários treinados monitoram e coordenam o uso do equipamento, auxiliando clientes que não têm intimidade com a informática.
O tempo máximo de acesso permitido é de 15 minutos. De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, o limite foi estabelecido para que mais pessoas possam usufruir do benefício.
O escritor Alex Martimiano, 36 anos, vai à agência dos Correios de três a quatro vezes por semana para acessar Internet. “Eu procuro conhecer pessoas novas e trabalhos de poesia. Quinze minutos não é suficiente e eu entro na fila de novoâ€, conta.
O Serviço Nacional do Comércio (Senac) é mais um local em que as pessoas podem acessar gratuitamente a Internet, através do Projeto On Line Cidadão.
De acordo com a assessoria de imprensa do Senac, o objetivo da iniciativa é promover a democratização da rede e facilitar o acesso a informações selecionadas, educando para o exercício da cidadania.
Além disso, o projeto é uma forma de garantir possibilidades de acesso ao público de menor poder aquisitivo. Já existem 366 pessoas cadastradas no projeto do Senac em Bauru, que existe desde maio deste ano.
O acesso à Internet no Senac se faz por uso de cartão individual que permite 30 minutos diários de conexão durante um ano. Ao usuário cabe apenas o custo do próprio cartão, que é de R$ 2,00.
O quiosque On Line Cidadão pode ser utilizado durante o horário de funcionamento da unidade do Senac em Bauru: segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados.