Piratininga - Cumprir uma promessa de campanha e abrir novas possibilidades de emprego na cidade. Essas foram as duas principais razões que levaram o prefeito Odail Falqueiro (PFL), nas palavras dele, a concluir o 1º distrito industrial de Piratininga.
São 78 lotes de 1.000 metros quadrados cada um. Todos à disposição de empresários interessados em ampliar ou iniciar seus negócios.
A cessão dos lotes, segundo o prefeito, é feita gratuitamente. O único trabalho do interessado é encaminhar o pedido para apreciação de uma comissão especialmente constituída para tratar do assunto.
A comissão servirá de auxílio ao Executivo e terá 30 dias para analisar as propostas dos requerentes. O prazo passa a contar a partir da entrega do pedido.
Será da competência da comissão, analisar, entre outros itens, a situação dos interessados perante as repartições federais, estaduais e municipais.
Uma semana após ter concluído o serviço de infra-estrutura no distrito industrial - denominado Pedro José Kirillos -, a prefeitura já recebeu quatro solicitações de lotes. Sendo dois de empresários locais e os demais da Capital paulista.
Uma das empresas atua há 20 anos em São Paulo no ramo de usinagem para motores. De acordo com a proposta enviada à prefeitura, a empresa estaria disposta a fazer um investimento de R$ 720 mil para criar uma filial em Piratininga, caso sejam disponibilizados dois lotes do distrito.
Inicialmente, a empresa teria capacidade de gerar 15 empregos diretos.
Outras duas solicitações foram feitas por empresários da cidade. Cada um pediu um lote de terreno para construir uma distribuidora de gás liquefeito e outra de artefatos de cimento.
Até o momento, a maior solicitação foi feita por um morador de Piratininga, interessado em construir um posto de combustível no local.
Além de atender às empresas instaladas no distrito industrial, o posto poderá ainda ser utilizados por motoristas que viajam pela rodovia Bauru-Ipaussu (SP-225). O distrito está instalado no quilômetro 245 da rodovia, a cerca de três quilômetros de Piratininga.
Segundo o prefeito, só está faltando constituir a comissão que irá analisar as propostas - o que deve ser feito nos próximos dias. Depois disso, as empresas, cujos pedidos forem aprovados, já poderão começar a operar no distrito.
De acordo com lei aprovada na última segunda-feira pela Câmara Municipal, as empresas que receberem lotes terão que iniciar suas atividades dentro de um ano, a partir da data da escritura.
Esse prazo poderá ser prorrogado por mais um ano desde que a metade da obra esteja concluída.
Os empresários beneficiados com a doação precisam ainda se comprometer com a manutenção de, no mínimo, dez empregados ou ter faturamento anual de pelo menos R$ 87,3 mil.
O não-cumprimento dessas exigências poderá resultar na retomada do imóvel, pela prefeitura.
Agronegócios
Para o primeiro semestre do próximo ano, Odail pretende levar para o distrito industrial um galpão de agronegócios. O local deverá ser usado por agricultores da cidade, interessados em agregar valores aos seus produtos.
O galpão, segundo o prefeito, é fruto de um convênio assinado em julho último entre a prefeitura e a Secretaria Estadual da Agricultura.
Odail revelou ainda que recebeu, há três meses, a visita de empresários americanos interessados em instalar no Interior do estado uma filial da Daramic Separadores de Baterias, cuja sede fica no estado de Kentucky, nos Estados Unidos.
Segundo o prefeito, os americanos teriam ficado satisfeitos com as condições oferecidas pelo município, principalmente quanto sua localização. No entanto, uma cidade de médio porte (Sorocaba) também estaria disputando a preferência da empresa.
De acordo com as regras da prefeitura, só poderá pleitear um lugar no distrito industrial a empresa “secaâ€. Ou seja, aquela que não produz dejetos líquidos, que no fim acabam sendo despejados em rios e córregos.
Além de receber lotes de graça, os empresários que resolverem se instalar no distrito poderão ainda receber isenção de impostos municipais, como o Imposto Sobre Serviço (ISS).
A entrega do distrito industrial foi promessa de campanha de Odail, em 2000. De acordo com o então candidato, investir no turismo e no parque industrial eram dois fatores que ele julgava essenciais para melhorar a qualidade de vida dos moradores.
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Emprego contra a fome
Piratininga - Para o prefeito Odail Falqueiro, nada melhor do que a geração de emprego para acabar com a fome e a violência.
Analisando o cadastro do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Piratininga, Odail calcula que a cidade deve ter cerca de 500 desempregados. Ou seja, algo em torno de 5% da população.
“Não existe nada mais digno para um pai de família do que conseguir sustentar a família. Não há nada mais eficiente para combater a fome do que oferecer empregoâ€, afirmou Odail, lembrando a promessa feita pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, de acabar com a fome no País.
A área que hoje abriga o distrito industrial foi desapropriada pela prefeitura em 1995. Na época, o prefeito era o mesmo que comanda a cidade hoje.
Segundo o prefeito, a desapropriação foi amigável. Como agradecimento, Odail decidiu colocar o nome do antigo proprietário da terra no distrito.
O local conta com rede de água e espera a instalação da primeira empresa para começar a puxar os cabos de energia. O distrito terá à disposição um reservatório com capacidade para 50 mil litros de água.
De acordo com o prefeito, a obra de infra-estrutura só foi possível graças a colaboração da Secretaria de Recursos Hídricos, que liberou uma verba de R$ 92 mil, a fundo perdido.
A área, segundo o prefeito, está totalmente regularizada junto a órgãos estaduais. Isso, na opinião dele, irá facilitar a expedição de escrituras aos empresários que forem contemplados com os lotes.