Saúde

Risco de complicações é pequeno

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Os cirurgiões Sebastião Benetti e José Ribas Milanez de Campos afirmam que o risco de haver complicações nesta cirurgia é mínimo. Por um lado, as incisões são reduzidas, o que diminui a possibilidade de infecções e inflamação de pontos. Por outro, a técnica foi aprimorada e é realizada com boa visibilidade e segurança.

“Tanto que nenhum cirurgião opera pacientes obesos, com mais de 10% acima do peso. Nossa visualização dos gânglios é indireta, nós enxergamos através da pleura, uma membrana transparente. Na pessoa acima do peso, a gordura, que é amarela, recobre esta membrana e impede a visualização”, destaca Benetti.

Ribas acrescenta que, nestes casos, o profissional recomenda que o paciente perca peso primeiro. “A obesidade também é uma causa de transpiração excessiva. Se ele perder peso e continuar suando, aí sim podemos encaminhá-lo para a simpatectomia”, salienta.

Os especialistas observam que eventuais sangramentos são sanados com drenos. O risco de alterações oculares não existe, pois o bisturi passa longe dos nervos ópticos (o gânglio T1 permanece ileso). As únicas estruturas próximas são veias e artérias, que poderiam resultar em hemorragias se fossem perfuradas.

Neste sentido, os especialistas lembram que as minicâmeras garantem uma boa visibilidade e permitem a localização precisa de cada estrutura.

Pós-operatório

Quando acordam da anestesia, os pacientes costumam sentir dor nas costas, no peito e uma certa dificuldade para respirar fundo e tossir. Os médicos explicam que isso ocorre porque os pulmões foram “mexidos”. Pessoas que passaram pela operação garantiram à reportagem que a dor é suportável e passa em aproximadamente duas semanas.

“Outra complicação que a pessoa pode apresentar é a sudorese compensatória. Como o organismo estava acostumado a suar bastante, se você fecha uma porta, ele acaba abrindo outras, ou seja, a pessoa pode começar a transpirar em outras partes do corpo”, adverte Benetti.

“Até porque, a transpiração existe para regular a temperatura e, quando esquenta, o suor tem que sair por algum lugar”, completa Ribas.

Eles informam que este efeito aparece em aproximadamente 60% dos pacientes operados. Pode surgir nos primeiros três meses após a cirurgia e tende a diminuir em seis meses.

Indagadas sobre este efeito colateral, as pacientes ouvidas pela reportagem foram unânimes em dizer que a sudorese compensatória não representa incômodo nenhum em comparação com a hiperidrose de mãos, axilas, face e pés. Na maioria das vezes, ela só aparece em dias realmente quentes e o suor é considerado em quantidade normal.

“Antes da cirurgia, podia estar frio ou calor que minhas mãos estavam molhadas e frias. Agora transpiro um pouco nas costas, mas só quando está muito calor. O importante é que agora minhas mãos não pingam mais”, comenta Giovanna Zolezzi, 24 anos.

“No dia seguinte da cirurgia, o médico pegou a minha mão e passou no meu rosto, eu não acreditava que minhas mãos estavam quentes e secas. Isso é o que importa”, completa Patrícia Nogueira Rosa, 17 anos.

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