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Futuro já presente


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Um espaço bem avantajado em suas programações diárias estão os meios de comunicação gastando com entrevistas do presidente eleito e de seus principais assessores, principalmente recordando junto a cada um as solenes promessas que fizeram, em voz alta para até surdos ouvirem, durante a recente campanha eleitoral. Destacam os jornais, revistas, televisões e radioemissoras tais assuntos porque não desejam que eles venham a cair no esquecimento dos futuros mandatários, porquanto a Nação precisa de muita coisa, não somente do que foi prometido, desde longo tempo, e, portanto, a promessa de suas soluções incide em oportunidades que não podem ser perdidas, até se considerando que tudo se espera de uma nova administração pública ou privada. E os dirigentes, há poucos dias de se empossarem nos cargos através dos quais contam atacar a extensa problemática, não se têm auto-desmentido, confirmando nas suas falas a jornalistas e radialistas o que anteciparam na jornada eleitoral. A opinião pública está considerando muito boa a postura, por considerar que a busca do bem comum, que a todos venha a atender e satisfazer, é uma ação política importantíssima e deveria ser adotada invariavelmente por todos os governos, situacionistas ou oposicionistas, eis que é com uma tal acalentadora esperança que o eleitorado escolheu seus candidatos. O que mais poderia a sociedade, de cima e de baixo, esperar dos dirigentes por ela sufragrados nas urnas se o tão desejado “bem comum” agrega os seus mais entranhados sonhos sociais, nos quais repousa a felicidade sua e consequentemente da Pátria? Querer mais seria, sem dúvida alguma, invadir a área de um egocentrismo repelível. Daí porque, ciente do que a população carece e exige a equipe, que aí está viajando sobre uma montanha de difíceis problemas, precisa somar esforços para cumprir o desiderato que conduziu no decurso do pleito e com ele está desembarcando nas cumieiras do Planalto. Que não faça tudo, uma vez que dificuldades naturalmente terá pela frente, mas, se conseguir 50 por cento dos anseios mais renhidos, lembrando que o futuro já chegou, terá avançado bastante no elástico painel, principalmente concretizando obras sociais, das quais é o País de uma pobreza franciscana porque seus antecessores deixaram para trás, condenavelmente, esquecidos das necessidades do seu próximo. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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