Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Combustíveis

Para o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Sebastião do Rêgo Barros, a concorrência entre postos pode fazer com que os preços da gasolina - que estão excessivamente - elevados recuem nos próximos meses. No dia 1º deste mês, a Petrobras elevou o preço da gasolina em 12,09% para as refinarias e estimou que o repasse para os consumidores ficasse em torno de 9%.

• Índices

Contudo, essa taxa foi inflacionada pelo aumento de 3% no preço do álcool anidro (que é misturado à gasolina vendida nos postos), o que fez com que o aumento para o consumidor final ficasse no mesmo patamar do índice repassado às refinarias. Em Bauru, isso resultou em gasolina comum sendo vendida até a R$ 1,999. Em algumas cidades, como São Paulo, algumas estimativas apontam para repasse de até 14%, aproximadamente.

• Abusos

Ainda segundo o diretor-geral da ANP, a agência continua vistoriando os postos para evitar que hajam aumentos abusivos, mas até agora, nenhuma cobrança irregular foi detectada pela ANP. Na semana passada, Rêgo Barros afirmou que a agência poderia voltar a controlar os preços dos combustíveis caso fossem confirmadas cobranças de preços abusivos. O controle poderia ser estendido, inclusive, a outros derivados de petróleo, além do gás de botijão.

• Reajustes

Segundo estimativas da própria ANP, em outubro o litro da gasolina e do álcool tiveram aumento de 1,2% e 8,4%, respectivamente, nos postos de combustíveis. Os números não contabilizam os reajuste aplicados depois do dia 1º de novembro. De acordo com a agência reguladora, o preço do litro da gasolina comum no País passou de R$ 1,748 para R$ 1,796.

• Vendas

De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em setembro as vendas reais (descontada a inflação) na indústria nacional cresceram 1,35% em relação a agosto. Foi a quarta alta consecutiva do índice dessazonalizado, isto é, que descarta efeitos específicos que ocorrem a cada período do ano. O crescimento sem ajuste sazonal foi de 1,69%. Segundo a CNI, a recuperação do setor foi resultado do melhor desempenho das exportações.

• Alta

Na comparação com setembro de 2001, o resultado divulgado pela CNI apontou crescimento de 7,84% nas vendas. Contudo, essa taxa também reflete a reduzida base de comparação em setembro do ano passado, quando a indústria ainda sofria com os efeitos do racionamento de energia elétrica. Em agosto, as vendas da indústria subiram 1,36% no índice dessazonalizado e 2,06% com o ajuste sazonal.

• Pré-pago fixo

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está avaliando a criação da modalidade pré-pago na telefonia fixa para facilitar o acesso do serviço a camadas da população com menor poder aquisitivo. De acordo com o conselheiro do órgão regulador, Antônio Carlos Valente, o projeto seria a extensão de um mecanismo adotado pelas empresas de telefonia celular para ampliar o número de usuários atendidos.

• Qualidade

Outra possibilidade é flexibilizar a qualidade dos serviços prestados para que outras faixas sociais sejam contempladas. Segundo dados da Anatel, dos 45 milhões de domicílios brasileiros, apenas 20 milhões são atendidos por serviços de telefonia fixa. A agência está no meio de discussões sobre a renovação de contratos das empresas do setor, e os termos para revisão devem permanecer em consulta pública até o final do ano.

• Metas

A expectativa da Anatel é de que os empresários consultados sobre o projeto concordem com a definição de novas metas de universalização, se o governo definir de onde virão os recursos para isso. Uma das alternativas para o financiamento é por meio de subsídio direto, com redução das tarifas cobradas pela assinatura básica e pelo pulso telefônico.

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