Política

Para evitar desgaste, Nilson pede à bancada voto favorável

Gimar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PPS) foi o principal responsável pela aprovação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que vai apurar denúncia de irregularidade no pagamento da dívida da prefeitura à empreiteira Camargo Correa.

Nos bastidores, a bancada da situação computava 12 votos contra a instalação da investigação, mas Nilson decidiu, minutos antes da votação, optar pela aprovação da comissão.

A sinalização do prefeito chegou através do vereador Edmundo Albuquerque (PPS), que atua, esporadicamente, como seu líder na Câmara. “Acenei ao Edmundo para deixar implantar a CEI. É melhor porque as dúvidas serão esclarecidas”, argumentou.

Mas Nilson retoma o discurso da semana passada, quando se posicionou contra a investigação. “Isso não é bom para Bauru”, opina. Ele recorda que é “recordista nacional” de comissões especiais de inquérito. No total, sua administração já enfrentou seis CEIs.

O prefeito quer deixar claro, mais uma vez, que não acrescentou “um milímetro” de concreto na obra do viaduto. “As medições e as obras são feitas desde 1995, na gestão do ex-prefeito Tidei de Lima”, destaca.

Ele afirma que o ex-prefeito Izzo Filho determinou o empenho da dívida. “A operação foi estornada e novamente legalizada. Portanto, a operação terminou o ano (1997) regularizada e entrou como restos a pagar na minha gestão”, explica.

Nilson diz que não pode “implodir” o viaduto e nem deixar de pagar a dívida com a Camargo Correa. “Se eu fizer isso, vou incorrer em crime de responsabilidade.”

O prefeito invocou o discurso do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem declarado que vai honrar os contratos firmados na atual gestão federal.

“Mas estou com o lombo preparado para a CEI”, comentou, em tom de brincadeira. Para ele, se a administração consegue pagar as suas dívidas e ainda realiza obras é porque é uma “ gestão honesta”.

Nilson lembrou que, recentemente, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), deixou de pagar uma parcela da dívida com a União, provocando um acréscimo de cerca de 50% no montante.

“Nós estamos pagando a dívida federalizada em dia e, por isso, as parcelas estão até com desconto”, finaliza.

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