Economia & Negócios

Denúncias motivaram sindicância

Gabriel Garcia
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Em junho deste ano, o taxista Francisco Carlos Martins Ruiz e um grupo de colegas denunciaram à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) - que fiscaliza o sistema - e à imprensa o comércio ilegal de vagas de táxi na cidade.

Na época, até a Emdurb foi citada como suposta fornecedora de “modelos” para contratos de arrendamento. Diante das denúncias, a empresa abriu, no mesmo mês, uma sindicância para apurar as irregularidades.

Durante as investigações, a reportagem do JC obteve diversas cópias de contratos particulares de arrendamento - os chamados “contratos de gaveta”. Entre os arrendadores estava Sílvia Sizue Ohki, mulher do presidente do Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bauru e Região, Waldir Faria de Freitas.

Sílvia era proprietária de duas vagas de táxi, mas segundo seu marido admitiu, ela nunca havia exercido a profissão. Do mesmo modo, das 199 vagas de táxi de Bauru, 24 estavam em nome de mulheres, apesar de nenhuma constar da lista de condutores da Emdurb.

Do ponto de vista legal, não há nenhuma objeção em ser titular de vagas de táxi sem trabalhar como condutor. A prática, no entanto, foi classificada de “imoral” na época pelo vereador Antônio Carlos Garmes (PSDB), que prometeu tomar providências caso o prefeito Nilson Costa (PPS) não o fizesse.

Ao fim da sindicância da Emdurb, no início de agosto, foram multados vários taxistas e titulares de vagas. A comissão sindicante alegou que não cassaria vagas porque essa penalidade não estava prevista em lei para o caso de arrendamento, mas recomendou mudanças na legislação.

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