Bairros

Entulho lota terreno na Pousada 2

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O primeiro bolsão de entulho de Bauru disciplinado pela prefeitura e que deveria estar ajudando no combate a uma grande erosão da Pousada da Esperança 2 começa a tornar-se problema para moradores. Restos de construções e demolições, como tijolos, ferros e madeiras, que deveriam ter sido lançados dentro do buraco, estão amontoados em um terreno, quase alcançando a rua Antônio Fortunato.

Natalino David da Silva, presidente da associação de moradores do bairro, explica que o acúmulo de material gera problemas de saúde. “As pessoas põem fogo nos restos de madeira, papel e plástico, o que causa uma fumaceira. Tem gente que é alérgico e já ficou doente, sem falar nos bichos que procriam no entulho e vão para as casas”, reclama.

Outro problema, segundo ele, é de segurança. “Os moradores têm medo de passar na rua (Antônio Fortunato) porque fica fácil um ladrão se esconder atrás dos montes de entulho”, explica. Segundo Natalino, o material não é lançado dentro da erosão há cerca de 40 dias.

O secretário municipal do Meio Ambiente (Semma), Luiz Pires, confirma que o lançamento do entulho para a erosão está interrompido há mais de um mês e explica que está buscando solução. “Para empurrar o entulho dentro da erosão precisamos de um trator esteira D6, de alta potência, que a prefeitura não possui. Fizemos licitação para contratar o serviço, mas não houve nenhum interessado. Agora estamos abrindo outra”, explica.

O novo edital de licitação foi publicado no Diário Oficial do Município de sábado. A Semma vai contratar 400 horas de serviço de trator esteira D6 ou superior. “Será suficiente para lançar todo o material acumulado nessa erosão e em outra no mesmo bairro”, afirma Pires.

Por dia, em média, são despejadas 150 caçambas com restos de construção nas margens da erosão da Pousada 2. “São quase 900 metros cúbicos de material por dia. Como faz mais de mês que o material não é lançado para a erosão, sabemos que está complicado”, diz.

Até há pouco mais de um mês, o serviço vinha sendo feito por uma máquina, cujo serviço foi contratado em regime de emergência. “Nós não podemos renovar esse contrato de emergência. Agora temos que fazer licitação. A prefeitura tem um trator esteira D4, que usamos duas vezes e nas duas vezes quebrou”, frisa. A estimativa do titular da Semma é que as 400 horas de serviço custará cerca de R$ 30 mil.

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A proposta

O bolsão de entulho da Pousada da Esperança foi criado no início do ano com o objetivo de disciplinar a destinação de dejetos da construção civil e, ao mesmo tempo, eliminar erosões.

Na época, a Semma fez acordo com empresários do setor de caçambas para que todos os restos de construção e demolição coletados na cidade fossem despejados ao lado da erosão.

A Semma, por sua vez, ficou responsável pelo lançamento do material numa das maiores crateras da cidade. Com isso, também evitaria o acumulo de entulho em vários pontos da cidade. “Levantamos que Bauru tinha 53 pontos de despejo de entulho”, frisa Luiz Pires, titular da Semma.

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