Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

JOGO DO DESESPERO

Os desesperados Palmeiras e Flamengo fazem nesta quarta-feira um clássico decisivo, talvez o jogo com maior apelo dramático de todo o Campeonato Brasileiro até aqui. Apesar da imensa tradição (juntos eles têm nove títulos brasileiros), os três pontos agora não valem pela classificação, mas sim para fugir do rebaixamento. O Alviverde é o 24º colocado, com 26 pontos em 23 jogos. Segundo o matemático Tristão Garcia, a equipe paulista tem 48% de chances de rebaixamento, mas depende apenas de suas forças para não disputar a Segunda Divisão em 2003. Duas vitórias garantem o Verdão na elite do futebol do País. O Rubro-Negro está em situação um pouco melhor e, com 28 pontos, tem 10% de chances de cair. Confiança. Recuperação. Arrancada. Dedicação. Essas foram algumas das palavras mais repetidas pelo elenco comandado por Levir Culpi nos últimos dias. A partida contra o Flamengo, marcada para esta noite no Palestra Itália, é a chance dos jogadores colocarem em prática o discurso que todos vêm pregando. O jogo contra o Flamengo ganha também o batido chavão de partida de seis pontos. Assim, o perdedor do confronto ganha uma sobrevida e afunda um pouco mais o rival.

TIMÃO NA BAHIA

O Bahia precisa desesperadamente de uma vitória na partida contra o Corinthians, para se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O tricolor baiano é o 22º colocado e se perder provavelmente ficará entre os quatro últimos, chegando à última rodada numa situação crítica. Já o Timão, na terceira posição, ainda sonha com o segundo lugar e uma vitória o deixará muito perto disso. O Corinthians vai a Salvador com o objetivo de confirmar a meta de Carlos Alberto Parreira. Após a derrota para o Botafogo, o treinador corintiano afirmou que sua equipe passaria a brigar para terminar a primeira fase do campeonato entre os quatro melhores colocados, que também terão a vantagem de jogar pelo empate nas quartas-de-final, além de decidir em casa.

TEM QUE SER HOJE

Dependendo de vários resultados paralelos, o Internacional poderá se salvar do humilhante rebaixamento com uma vitória apenas. Se perder para o Cruzeiro, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, restará uma última chance – contra o Paysandu, domingo, no Mangueirão. O Colorado precisa ganhar do Cruzeiro esta noite. Se deixar para decidir em Belém, vai ser quase impossível, pelo calor insuportável da capital do Pará e pelo fanatismo da torcida do Papão.

NO PREJUÍZO

Depois do inédito título brasileiro, o Atlético Paranaense não repetiu a bela campanha do ano passado. Além de não ter nenhuma chance de classificação para a segunda fase do Brasileirão-2002, vai fechar a temporada com um rombo financeiro de R$ 6 milhões. Todo ano o Furacão tem esse déficit operacional, que é coberto com a venda de jogadores. Neste ano não vendeu ningúem e a coisa se complicou.

UM DIA DE FOME

O Comercial, da Série A-2, teve uma experiência bem estranha. Os seus jogadores passaram fome por um dia. Eles foram castigados por causa da derrota para o Rio Branco de Americana, por 1 a 0, domingo, pela Copa Mauro Ramos de Oliveira. Os boleiros do “Bafo” entraram em campo às 11h em jejum e quando a partida acabou seguiram direto para casa, sem almoço. Quando voltaram para Ribeirão Preto descobriram que não havia comida no alojamento. Jogadores do Comercial ficam um dia inteiro sem comer. Só no domingo à noite, depois de muita reclamação, o treinador Nei Signei, que é investigador de polícia, comprou lanches para os jogadores.

BOBAGEM

Após iniciar uma grande polêmica ao chamar os são-paulinos de “bâmbis”, Vampeta, resolveu esfriar o caso e pediu desculpas àqueles que se sentiram ofendidos. A polêmica começou na semana passada, quando o volante do Corinthians se referiu à última vez que tinha perdido uma final. “Perdemos em 1998, para os bâmbis”, comentou o jogador, lembrando da decisão do Campeonato Paulista daquele ano. Após o comentário, são-paulinos como Reinaldo e Luís Fabiano responderam à provocação de Vampeta e também pediram mais respeito ao São Paulo. Os são-paulinos se irritaram por causa de uma bobagem, uma brincadeira de Vampeta.

BOLA QUE MATA

Na Inglaterra, a justiça determinou que a bola de futebol foi a responsável pela morte de um ex-jogador. Segundo o veredito, a doença cerebral degenerativa que matou Jeff Astle em janeiro deste ano, aos 59 anos, foi causada pelo grande número de cabeçadas que deu durante sua carreira. Lesões irreversíveis por causa dos golpes de cabeça em bolas de couro, geralmente úmidas e pesadas, durante os 20 anos em que Astle jogou futebol, concluiu o Juiz de Direito.

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