Tribuna do Leitor

E agora, Lula?


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Respondendo ao sr. Mauro Sérgio, sobre sua carta a esta coluna, digo que o termo golpe, usado por você, é muito forte para ser dito sem reflexão. Lula chegou ao governo com a simplicidade do brasileiro, com a vontade de trabalhar por seu povo, de mudar o que está errado. Discordo de suas críticas ao marketing de Lula e Duda, que se sobressaiu aos demais por ser “Paz e Amor” e não agressivo como o foi o dos tucanos, repudiado pelo eleitor. Chega de agressividade.

Golpe, Serra tentou dar, querendo ganhar no grito, agitando o mercado financeiro, usando artistas para causar pânico ao povo e atacando seus adversários. Golpe, Lula sofreu na eleição de 89, quando Collor usou Mirian Cordeiro, numa baixaria sem precedentes. Golpe, FHC deu na eleição de 98, com a compra de votos, citada pelos jornais, para aprovar a emenda da reeleição, nesta mesma eleição com as mãos estendidas, usando os cinco dedos para indicar promessas não cumpridas e o pacote de medidas anti-populares enfiado goela abaixo do povo logo após as eleições. Recentemente, segurou o preço dos combustíveis por alguns meses e, passadas as eleições, olha os aumentos novamente, deixando o povo desnorteado.

Nunca se viu tanto aumento nas tarifas públicas, criação de novos impostos e achatamento de salários como nestes últimos oito anos. Sobre alianças, o PT nunca as fez com Paulo Maluf, nem com outros citados, mas sim com o PL, PCdoB e PMN. No segundo turno, recebeu apoios de várias personalidades e partidos, que não cabe aqui questioná-los, perfeitamente normal, uma vez que os tucanos as buscaram e não conseguiram. O PT não votou contra as reformas agrárias e tributárias, pois foi o próprio governo quem obstruía as votações por falta de interesse ou outras prioridades. Escrevo esta porque não tenho o rabo preso com ninguém, aliás eu não tenho rabo. (Aparecido Ribeiro - RG. 7.893.929)

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