Bruno, Vinícius e Marcel confessam-se apaixonados por bicicletas. Por isso, consideram que a atividade recém-criada é a união do útil ao agradável. “Sempre gostei de fazer trilhas montado em uma bike. Assim, trabalhar com ela também é uma forma de prazerâ€, salienta Bruno.
Outra vantagem, segundo os jovens, é que o serviço não exige o uso de combustíveis, o que garante a rentabilidade. “Não chegamos a pensar em fazê-lo de carro, uma vez que tínhamos a bicicleta nas mãos. Além disso, teríamos de gastar demais com gasolina ou álcool, pois os preços de ambos estão muito carosâ€, afirma Bruno.
A manutenção também é um item que não preocupa os três adolescentes. Para recarregar a bateria eles contam com dois aparelhos próprios para essa finalidade, um na residência de Bruno e o outro na oficina mecânica do pai de Vinícius. Os equipamentos sonoros, se apresentarem algum problema, são consertados na loja que se transformou no primeiro cliente dos jovens. “No resto, a gente mesmo se viraâ€, frisa Vinícius.
Mas como nem tudo é um mar de rosas, a atividade também tem seus inconvenientes. Um deles é a impossibilidade de funcionar em dias chuvosos. “Até daria para proteger os aparelhos, mas daí o som ia ser abafadoâ€, pondera Vinicius.
O outro são as chacotas que os adolescentes costumam ouvir nas ruas, fato que quase já os colocaram em confusão. “Me xingaram e retruquei. O outro fez a mesma coisa e dai já queria brigar, mas contornamos a situaçãoâ€, conta Bruno.
Apesar disso, destaca ele, há as pessoas que elogiam. “Muitos falam que a atividade é legal. Os que zombam de nós ainda não se acostumaram com o serviço, que dizem já fazer parte da rotina da capital paulistaâ€, finaliza Bruno.