Avaré - Começa no próximo dia 28, no recinto Fernando Cruz Pimentel, a 38ª edição da Exposição Municipal Agropecuária de Avaré (Emapa). Considerada uma das mais importantes festas agropecuárias do Estado de São Paulo, a edição deste ano deve repetir o sucesso alcançado em 2001.
São cerca de 3 mil animais das mais diferentes raças em exposição. Além disso, haverá shows e montarias todas noites. E o que é melhor; o público poderá participar de toda a programação, até mesmo as apresentações musicais, sem gastar nada. A entrada no recinto é inteiramente gratuita.
A Emapa se destaca no cenário nacional das feiras e exposições como uma das mais representativas. O evento, há muito tempo, deixou de ser apenas uma atração local ou regional.
A internacionalização da feira começou em 1998, quando criadores do Canadá se inscreveram para participar do leilão com gado próprio.
Nos anos seguintes não houve a presença de gados estrangeiros no evento, mas começaram a chegar juízes de outros países para julgar as raças brasileiras.
Este ano, está confirmada a presença de juízes da África do Sul e da Itália. Segundo o presidente da comissão organizadora da Emapa, José Bastos Cruz Sobrinho, está quase certa também a participação de um juiz americano.
Os dois com presença garantida, o sul-africano e o italiano, vão julgar os animais das raças Santa Gertrudis e Piamontês, respectivamente.
Além da forte presença no setor agropecuário, a Emapa é reconhecida ainda no meio artístico. Todos os anos, o evento leva para Avaré grandes nomes da música sertaneja e popular.
Para este ano estão contratados shows de artistas como Chitãozinho & Xororó, Rio Negro & Solimões, KLB e Roupa Nova.
Apesar da qualidade dos shows, não há cobrança de ingresso e isso acaba atraindo milhares de pessoas, de todas as regiões do Estado, para o recinto. As apresentações começam por volta das 23h.
De acordo com o presidente da comissão organizadora, Avaré e Ourinhos são as únicas cidades que ainda não cobram ingresso para ajudar no pagamento das despesas com as feiras agropecuárias.
Isso, na opinião dele, é bom, porque atrai um número maior de pessoas. A falta de bilheteria, segundo Cruz Sobrinho, é compensada com a venda dos espaços dentro do recinto de exposição e cobrança de estacionamento - R$ 5,00 ou R$ 7,00, dependendo do dia.
De acordo com a teoria do presidente, as pessoas que comparecem ao local não pagam ingresso, mas acabam gastando nas barracas, dentro do recinto.