Saúde

Fluoração da água tem controle diário

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A água que os bauruenses recebem em suas casas proveniente do abastecimento público tem sua fluoração controlada várias vezes por dia, de acordo com o Departamento de Água e Esgoto (DAE). A quantidade de flúor é regulada automaticamente por bombas dosadoras e verificada em análises laboratoriais constantes.

A diretora da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Bauru, Gracinda Maia Monteiro, conta que a água da cidade recebe flúor desde 1975. Naquela época, era usado um dosador a seco e o produto era o sal fluorsilicato de sódio. “Só que este sal sofre a interferência da umidade do ar. Então, toda vez que mudava a temperatura e as condições do tempo, ficava difícil trabalhar com ele e adequar as doses”, afirma.

Este problema só foi solucionado em meados da década de 80, com a implantação das bombas dosadoras e a substituição do sal por ácido fluorsilícico, que é líquido ou gasoso. Com este equipamento, os operadores do DAE só precisam checar a vazão da água em cada poço ou reservatório e programar a bomba para liberar diretamente na água a quantidade proporcional de flúor.

“Essa dosagem obedece à Portaria 36 do Ministério da Saúde, publicada em 1990. Para as condições climáticas de Bauru, a quantidade de flúor na água deve estar entre 0,6 e 0,8 miligramas de flúor por litro de água”, esclarece.

Atualmente, o DAE dispõe de 26 bombas dosadoras. Duas estão instaladas na estação de tratamento. A água é captada no rio Batalha, recebe cal hidratada e sulfato de alumínio para eliminar partículas de sujeira, depois passa pelos tanques de decantação e filtros. Só então ela recebe cloro e flúor. A água da ETA responde por 43% do abastecimento da cidade.

As outras bombas dosadoras estão instaladas em poços artesianos e reservatórios. Monteiro explica que em algumas regiões da cidade a água sai dos poços e cai num reservatório antes de chegar às residências. Algumas vezes, um único reservatório recebe água de dois ou mais poços. Nestes casos, a fluoração ocorre dentro dos tanques de armazenamento.

Em outros locais, a água sai dos poços diretamente para as torneiras residenciais. Neste caso, a adição do flúor e do cloro ocorre na própria tubulação de distribuição, conforme a água passa pelo cano.

Segundo a diretora da ETA, o controle destes índices é feito através de análises regulares em laboratório. A água dos poços e reservatórios (responsáveis por 57% do abastecimento da cidade) é analisada diariamente. Funcionários do DAE coletam amostras em cada unidade de abastecimento e também na tubulação próxima das residências.

Já a água proveniente da ETA tem seus índices de flúor checados a cada duas horas. A análise é feita num aparelho chamado fluorímetro. Durante a reportagem, a amostra checada tinha 0,605 miligramas de flúor por litro. Além da medição de flúor, todas as amostras passam por análises físico-químicas e bacteriológicas.

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