Bairros

Conjunto habitacional ainda cobra estrutura

Rose Araujo
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Muitas vezes, o cumprimento da lei ao pé da letra acaba não trazendo todos os benefícios necessários para a população ter qualidade de vida em determinadas áreas da cidade.

Os núcleos habitacionais, que são o ícone da cidade, por exemplo, nem sempre são constituídos de todas as benfeitorias de que deveriam.

Um exemplo é o Joaquim Guilherme, também conhecido como “Pernambuco”. Localizado no final da rua Bernardino de Campos, o conjunto de casas populares foi entregue para os moradores em agosto de 1999. Na época, ele contava com rede de água, esgoto e energia elétrica e tinha as suas ruas asfaltadas. No entanto, os dois acessos ao núcleo eram ruas de terra.

Esse problema já foi solucionado em partes. Há cerca de dois meses, a rua Bernardino de Campos, principal acesso, recebeu pavimentação até a entrada do bairro.

Eral da Silva, que mora no Joaquim Guilherme e é membro do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de Bauru (Comdurb), destaca que até hoje, 3 anos depois de habitado, o núcleo não conta com centro comunitário, área de lazer, escolas ou creches. “Tem uma área que ficou reservada para esses fins, mas ela continua vazia”, destaca.

Ele lembra ainda que, como foi construído sobre a nascente do Córrego Água do Sobrado, o núcleo teve que reservar um espaço para o reflorestamento, já que a área estava virando uma grande erosão. “Hoje, ao invés de árvores, há lixo no local”, salienta.

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