Ser

Minha história: Inêz


| Tempo de leitura: 1 min

Quando o Grande Arquiteto do universo cria uma alma num embrião feminino, este espírito será a metade de uma laranja, dividida propositadamente, que vai se encaixar somente numa alma igual, criada num embrião masculino.

Assim, procurei obstinadamente a meia-laranja, pelo Criador repartida. Aguardava avidamente a vinda daquela a quem daria infinito amor. Buscava a simbiose com a desconhecida alma gêmea de minha vida.

E assim que te vi, senti que eras quem esperava com muito ardor. As outras mulheres foram no livro de minha vida, um capítulo tão-somente. Porque tu és a miragem que se transformou num oásis materializado. Tu possuis tudo para ser o grande epílogo no meu livro, definitivamente.

Por isso, tua imagem de mulher sorridente me deixa tão obcecado. Para ele, tu és a meia-laranja perdida e assim ele te ama. Tu vês nele a tua alma gêmea e assim teu amor jamais fenece. Enquanto eu, tento, sem sucesso, apagar do meu coração a chama.

Mas está escrito: um grande amor fatalmente não se esquece. Troco muito de companhia feminina e surpreendo-me sempre tão sozinho. Se minha alma se fundisse na tua, então terminaria todo meu sofrer. Não recolheria apenas pedaços de desilusões por um tortuoso caminho.

Tenhas absoluta certeza, assim como 2 + 2 são 4, que jamais vou te esquecer. Tristeza sem fim, não é tanto a gente muito amar, é simplesmente não ter esse sentimento puro sequer notado. Cruel, mas muito cruel mesmo, é a gente se apaixonar por um coração já pacificamente ocupado.

Isto é como se fosse realmente um doloroso espinho, a flagelar dia e noite um pobre e enamorado coração. Oxalá trilhássemos juntos para sempre o mesmo caminho, espargido por teu inolvidável sorriso; no entanto, só há frustação...

Gilberto

Comentários

Comentários