Economia & Negócios

Comércio já contrata para fim de ano

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 5 min

As contratações temporárias feitas por lojistas dos mais diversos segmentos nesta época do ano em função do Natal já começaram a ser efetuadas. Entre as lojas consultadas, algumas já estão operando com todo o pessoal - efetivo e extra - e outras têm estratégias diferentes, como a de colocar o quadro total de temporários para trabalhar somente no mês de dezembro.

Estimativas feitas pelo economista e diretor da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) Reinaldo Cafeo mostram que as contratações extras neste final de ano devem gerar de 1.000 a 2 mil empregos no comércio de Bauru.

A gerente de uma loja de jóias e semijóias, Nair dos Santos, diz que já concretizou as 20 contratações extras que havia previsto para este final de 2002. Desse total, dez funcionárias foram registradas com contrato de 45 dias e, as outras dez, são estudantes que passarão por um período de experiência através do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE).

“Das 20 moças que contratamos para trabalhar neste final de ano, temos a intenção de efetivar quatro. São as mesmas quantidades do ano passado. Aliás, temos duas funcionárias que estão completando um ano na loja e que começaram a trabalhar como temporárias no final de 2001”, conta a gerente.

Uma delas é Maria de Lourdes Pereira Camargo, 48 anos, que no próximo dia 21 completará um ano de trabalho na loja.

“Eu comecei como temporária em novembro do ano passado, mas sempre deixei claro que meu objetivo era ser efetivada, porque não é fácil encontrar emprego na minha idade. Então, eu me esforcei bastante e minha dedicação foi reconhecida”, conta.

Terezinha Ferreira Pineli, 27 anos, completa hoje seu primeiro ano de trabalho na loja de jóias e semijóias, segmento no qual ela afirma estar realizada. “Quando eu fui contratada como temporária, estava há sete meses sem emprego. Agora já vou comemorar um ano de trabalho aqui”, observa.

Oportunidade

Daniela Rosa de Oliveira, 17 anos, foi chamada para um período de três meses de experiência para fazer parte da equipe de apoio na área de vendas da loja gerenciada por Nair dos Santos. “Se eu me sair bem, terei a oportunidade de ser contratada como estagiária. Depois, poderei até ser efetivada”, comemora.

Silvana Regina Venâncio do Valle Basso, 25 anos, foi contratada na mesma loja como temporária, mas com carteira assinada. “Vou me dedicar muito a esse trabalho porque estou desempregada desde janeiro. Talvez eu possa ser uma das quatro funcionárias que serão efetivadas aqui na loja”, diz.

Outra lojista, Valéria Rothberg Gimael, diz que já contratou 15 pessoas para trabalhar em suas duas lojas e que elas se revezam em turnos diferentes. No ano passado, havia contratado dez. A estratégia de Valéria é a seguinte: até o final deste mês as contratadas extras trabalharão somente aos finais de semana, para se acostumar com o ritmo mais acelerado de vendas e atendimento. A partir de dezembro, até o final do mês elas trabalharão todos os dias.

Para este final de 2002, as expectativas da empresária do setor de confecções são otimistas. “Não fiz nenhuma projeção em números para o final do ano. Mas se as vendas ficarem no mesmo patamar de 2001, será ótimo. Estou otimista, porque o movimento de outubro e deste mês já superaram os de igual período do ano passado”, afirma Valéria.

Vender mais

O gerente de um magazine localizado no Calçadão, Delso Borges de Oliveira, diz que já contratou nove funcionários extras, o que significa 40% do total de 23 que trabalharão na loja até o final do ano. Para o Natal, a empresa estima vender cerca de 10% a mais que no mesmo período do ano passado.

“Desde o último dia 11 começaram a trabalhar os funcionários extras que ocupam as funções de caixa, fiscal de loja e na área de crédito. São atividades que requerem mais tempo de treinamento. A partir do dia 2 de dezembro até o final do mês, os outros 14 ocuparão suas funções, principalmente na área de vendas”, detalha o gerente.

De acordo com Oliveira, os contratados temporariamente são devidamente registrados e recebem benefícios. Segundo ele, um funcionário que recebe salário de R$ 400,00 “custa” R$ 620,00 para a empresa somando todos os encargos, sem incluir tíquete refeição e vale-transporte.

Do total de 23 funcionários temporários, os nove que já estão trabalhando foram contratados diretamente pela loja e, os outros 14, através de uma empresa especializada na colocação de pessoas no mercado de trabalho.

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Lojas do Centro abrirão até 22h a partir do dia 6

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, Sérgio Evandro do Amaral Motta, a partir do dia 6 de dezembro as lojas do comércio central ficarão abertas das 9h às 22h de segunda a sexta-feira.

Mas para este ano, existem algumas novidades dentro do horário especial de Natal. Durante dois domingos, respectivamente nos dias 15 e 22 de dezembro, excepcionalmente o comércio funcionará das 9h às 18h. Nos demais domingos não haverá atendimento.

Além disso, no dia 21 de dezembro, que será um sábado, as lojas abrirão das 9h até as 22h. Nos demais sábados de dezembro o horário será normal: das 9h às 18h.

Motta destaca que esses horários são “sugeridos” aos lojistas. “Os comerciantes não são obrigados a manter as lojas abertas nos horários que foram definidos pela maioria durante uma reunião que envolveu as três entidades ligadas ao comércio: CDL, Associação das Empresas do Calçadão (AEC) e Acib. É uma sugestão, e não uma imposição”, esclarece.

O presidente da AEC, Francisco Alberto De Bernardis, diz que as lojas instaladas somente no Calçadão farão atendimento em horário especial no dia 29 de novembro (sexta-feira): das 9h às 22h. “Não fizemos nenhuma previsão em termos de volume de vendas, mas estamos otimistas com o Natal de 2002”, diz Bernardis.

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