Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Show

Ontem começaram a ser comercializados os ingressos para o show do cantor Daniel, que se apresentará em Bauru no dia 27 de dezembro para participar do encerramento da campanha Natal Fraternal, promovida pela rede de supermercados Confiança. Quem comprar até o dia 20 de dezembro pagará R$ 10,00 pelo ingresso. De 21 a 27 do próximo mês, o valor será de R$ 20,00.

• Vendas

Todas as 69 entidades assistenciais cadastradas junto à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) da Prefeitura Municipal de Bauru estão participando da 8ª edição da campanha Natal Fraternal. Os ingressos para o show de Daniel poderão ser adquiridos nas sedes dessas entidades, ou nas três lojas da rede Confiança: Max (avenida Getúlio Vargas), Falcão e Mary Dota.

• Mais renda

Segundo explica a direção da rede Confiança, neste ano o formato da campanha foi alterado com o objetivo de aumentar o montante arrecadado e tornar mais justa a distribuição de renda entre as entidades. Basicamente, a quantia que ficará para cada uma delas ao final da campanha será equivalente ao número de ingressos comercializados para o show do dia 27 de dezembro, que será no Recinto Mello Moraes.

• Estimativa

Ao todo, serão vendidos 40 mil ingressos. As entidades que mais se empenharem nas vendas e obtiverem resultados melhores, também terão sua renda aumentada. Na edição do ano 2001, a campanha Natal Fraternal arrecadou cerca de R$ 47 mil. Para este ano, a estimativa é de chegar a R$ 300 mil (crescimento de 538,29%).

• Arrecadação

No dia do show do cantor Daniel, as entidades também poderão estar presentes no Recinto Mello Moraes com barracas de bebidas e alimentos, como forma de aumentar ainda mais a sua arrecadação. O estacionamento dentro do recinto será administrado pela Associação das Entidades Assistenciais, que ficará com a renda obtida pela guarda de veículos das pessoas que forem prestigiar o show.

• Preços abusivos

As redes de supermercados instaladas em Bauru continuam apostando na conscientização dos consumidores para lutar contra aumentos que estão sendo considerados abusivos nos preços de alguns produtos, principalmente alimentícios. Entre eles estão arroz, farinha de trigo (que dança conforme as altas do dólar), óleo de cozinha e açúcar. A briga entre varejo e indústria prossegue com estratégias que visam barrar as altas demasiadas.

• Soberano

Mas o consumidor é quem tem papel soberano nessa situação, ficando à ele a decisão de “dizer não” a produtos com preços abusivos. A opção indicada por economistas e até mesmo por donos de supermercados é a de substituir tais produtos por outros de marcas secundárias, que são mais baratos. O próprio diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Jad Zogheib, já falou em boicote. Ou seja, ele diz que a única forma do varejo - e conseqüentemente a população - vencer essa briga é através da conscientização dos consumidores, que devem evitar comprar itens que sofreram aumentos excessivos.

• Estratégias

Entre as redes supermercadistas, cada uma adota um tipo de estratégia. Algumas continuam apostando no poder de negociar. Outras, estão se empenhando mais nas negociações com fabricantes menores, que fornecem produtos mais baratos. Na semana passada, a rede Sé, administrada pelo Grupo Pão de Açúcar, surpreendeu os clientes da loja instalada na Bela Vista com um folheto pregado em todos os caixas orientando os consumidores a não comprar produtos abusivamente caros.

• Cortes

Famílias entrevistadas pela colunista dizem que estão substituindo os produtos que sofreram altas abusivas por outros alternativos ou de marcas secundárias. Além disso, muitas estão cortando supérfluos da lista de compras para conseguir enxugar os gastos, já que a inflação neste ano “correu solta” durante todos os meses, para qualquer um ver, bem como nos anos anteriores. Com os salários achatados, comprar o essencial é, infelizmente, a única saída para a maioria.

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