A acareação realizada ontem pela CEI das compras entre os servidores Luiz Renato Joel (ex-diretor administrativo do Poder Legislativo), Valdecir de Paula (analista de sistema) e Marcelo Souza Lima (assessor técnico de obras) não esclareceu os conflitos verificados nos seus depoimentos, tomados na semana passada, sobre a aquisição do software Autocad versão 2002.
Os três mantêm suas suas versões sobre o caso, com alterações insignificantes. Joel corrigiu sua declaração no que diz respeito ao início do processo.
Segundo ele, a aquisição do software Autocad 2002 surgiu de conversas informais entre Lima e o presidente da Câmara Municipal, Walter Costa (PPS), da qual o ex-diretor administrativo também participou.
Joel reafirma que foi ele quem instalou a versão do Autocad 2002 no microcomputador de Lima. Até o momento, o ex-diretor administrativo é a única pessoa que manuseou o programa, cujo CD ainda não foi localizado.
Já o assessor técnico de obras confirma que nunca observou na sua máquina a existência do software versão 2002 do Autocad. Mas essa declaração entrou em conflito com a que foi dada ao Ministério Público (MP).
No MP, Lima disse que a atualização do programa para a versão 2002 ocorreu via Internet. Ele assume que se equivocou e vai pedir retificação no depoimento dado ao Ministério Público.
O analista de sistema Valdecir de Paula também manteve sua versão sobre os fatos narrados no seu primeiro depoimento. Ele nega que tenha instalado a versão pirata do programa Autocad 2000 na máquina de Lima, conforme afirma o assessor técnico de obras. Também reafirma que desconhece a existência do software versão 2002.
Acrescenta, porém, que só trabalha no período da tarde na Câmara Municipal e que seria possível um outro servidor ou estagiários do setor de informática proceder a instalação do software versão 2000.