O sitiante Luiz Gonçalves da Silva, conhecido por Luizão, encontrou uma maneira inusitada de vender bodes e cabritas criadas em sua propriedade: expôs os animais no canteiro central da quadra 1 da avenida Nações Unidas, na Baixada do Silvino.
Luizão explica que negociar bodes e cabritas requer a mostra dos animais. “Os animais estão sobrando no sítio Barra Grande, próximo da Tibiriçá, onde moro. Resolvi trazer para vender e fazer dinheiro. Lá no sítio ninguém vai comprarâ€, reclama.
A exposição de animais chamou a atenção de quem passou pelo local, explica o sitiante. “Um japonês que está a passeio em Bauru nunca tinha visto bodes e cabritas. Parou e fotografouâ€, conta.
Vários curiosos procuraram Luizão para fotografar as crianças junto com os animais. “Uma pessoa em um carro de São Paulo parou para mostrar os animais para as crianças. Acabaram fotografando, porque eles nem conheciam bodes e cabritosâ€, conta.
Apesar dos animais tornarem-se atração na Nações Unidas, os negócios não foram muito para o sitiante. “Eu trouxe 15 animais entre bodes e cabritas. Vendi dois filhotes de cabritaâ€, disse ele ontem à tarde.
Ele frisa que o leite da cabra é indicado para crianças com anemia. â€œÉ um animal fácil de criar. No sítio tenho mais dez cabritas. Estou vendendo os filhotes por R$ 100,00 e as adultas, que já dão leite, por R$ 200,00â€, diz.
O sitiante faz questão de frisar que trabalha honestamente. “Trouxe os animais de caminhão. Estou acostumado a vender gado. Preciso vender os bodes e cabritos que estão sobrando no sítio. Estou cuidando bem deles para não atrapalhar o trânsitoâ€, garante.
Luiz Pires, secretário municipal do Meio Ambiente, diz que é proibido manter animais em áreas verdes do município, inclusive o canteiro central da Nações. “Não pode porque danifica a vegetação. Não sabíamos disso e caso os animais voltem a ser expostos no local vamos tomar providênciasâ€, afirma.
O tenente Jorge Luís Dias, comandante do Pelotão de Trânsito, afirma que caso um dos animais expostos no canteiro central venha a envolver-se em acidente de trânsito o proprietário será responsabilizado.
“Não há nada específico sobre isso previsto no Código de Trânsito. Porém, esses animais podem representar um risco para o trânsito. Se houver um acidente e alguém vir a óbito, por exemplo, o dono do animal será responsabilizadoâ€, completa.