Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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PRESENTE A ZAGALLO

Com oito titulares da campanha do pentacampeonato mundial, o Brasil jogou um bom futebol e venceu a Coréia do Sul, num amistoso movimentado, com cinco gols e uma vitória justa da nossa Seleção. A partida começou num ritmo alucinante. A primeira chance de gol foi do Brasil, com Cafu soltando uma bomba para fora. Um erro do árbitro chinês Lu Jun, porém, contribuiu para que a Coréia do Sul abrisse o placar. O juiz marcou recuo de bola de Cafu. Ele errou na marcação, pois a bola bateu na mão do jogador sul-coreano antes de chegar ao goleiro brasileiro. Na cobrança, Ahn colocou a bola na cabeça de Seol Ki, que só completou para o gol. Depois disso o Brasil acordou e passou a dominar, perdendo boas chances. E de tanto insistir, veio o empate através de Ronaldo, aproveitando bom lançamento de Zé Roberto. O segundo tempo começou com um ritmo lento, com as duas equipes se poupando visivelmente. Ruim para o Brasil, que acabou sofrendo o segundo gol. O Brasil continuou jogando bem, empatou com mais um gol de Ronaldo e chegou a vitória no “apagar das luzes”, num pênalti legítimo que Ronaldinho Gaúcho cobrou com perfeição. O amistoso de ontem em Seul marcou a despedida de Zagallo como técnico da Seleção Brasileira, que por sua vez fez a última apresentação em 2002.

DESTAQUE

A imprensa da Europa encheu a bola de Ronaldo. Em seus sites os principais jornais do Velho Continente deram amplo destaque à atuação do craque brasileiro na vitória dos pentacampeões mundiais. O jornal espanhol “El Mundo Deportivo” lembrou que “Ronaldo foi o melhor jogador brasileiro em campo e responsável pela vitória por causa dos gols e da sua boa movimentação”. O site oficial do Real Madrid também deu ampla cobertura ao jogo. E mesmo estando ainda chateada com a saída de Ronaldo da Inter de Milão, a imprensa italiana destacou os gols do jogador dizendo que ele deu um verdadeiro show na Coréia do Sul.

VERGONHA

Em uma interessante entrevista que concedeu a Agência Estado (AE), Arce afirmou que está morrendo de vergonha com o rebaixamento do Palmeiras. AE: Você tem vergonha de disputar a Segunda Divisão? Arce: Vergonha foi ter feito o clube cair! Disputo a Segunda com a maior vontade de fazer o Palmeiras subir novamente para acabar com a dívida com os torcedores. A marca vai ficar para sempre, mas a dívida dá para pagar.

ERRAR MENOS

Ouvi Carlos Alberto Parreira dizer numa rádio de São Paulo que tem a fórmula para o Corinthians fazer sucesso nesta reta final de Campeonato Brasileiro: errar o menos possível. Para o treinador, quem conseguir isso irá sagrar-se campeão da maior competição do País. Mas é claro. O seo Parreira acha que descobriu a América. Em qualquer jogo, principalmente num mata-mata, o importante é errar o menos possível.

MAC COM TUDO

Com a vitória sobre o mineiro Ipatinga, o Marília firmou-se na liderança do quadrangular final da Série C, e fica dependendo de apenas mais uma vitória nos próximos três jogos que ainda terá pela frente para subir à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. O MAC já conquistou um importante título este ano, da Série A-2 paulista, garantindo sua volta ao grupo de elite. O Marília vai cruzar com o Palmeiras em duas competições: na Série A-1 do Campeonato Paulista e na Série B do Brasileiro. É de matar o torcedor noroestino de inveja, já que o Norusca vai disputar em 2003, a Terceira Divisão pelo quarto ano seguido.

AMEAÇA

Os jogadores do Olimpia, representados pelo zagueiro Cáceres, um dos líderes do elenco, ameaçaram não enfrentar o Real Madrid no dia 3 de dezembro, no Japão, pela decisão da Copa Intercontinental. O objetivo dos atletas, com a ameaça, é receber os prêmios que estão atrasados. Segundo Cáceres o clube deve a cada atleta US$ 15 mil (aproximadamente R$ 60 mil) em prêmios. O clube paraguaio não se pronunciou sobre o caso.

MEMÓRIA

Há 30 anos, Palmeiras e Botafogo decidiram o Campeonato Brasileiro. No dia 23 de dezembro de 1972 o Verdão se beneficiou do empate em 0 a 0, para conquistar seu primeiro título nacional. Eu estava lá, no Morumbi, naquela decisão, um domingo, véspera do Natal. Passados 30 anos, Palmeiras e Botafogo protagonizaram no Brasileirão de 2002 o maior vexame de suas histórias e deram aos seus torcedores o gostinho da maior humilhação que eles poderiam sentir: ver seu time na Segunda Divisão. Palmeiras: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu (Zé Carlos) e Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Madurga, Leivinha e Nei. Botafogo: Cao; Valtencir, Brito, Osmar e Marinho Chagas; Nei e Carlos Roberto; Zequinha, Jairzinho, Fischer e Ademir.

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