Moradores da favela do Parque Real fizeram uma manifestação em frente da Prefeitura Municipal de Bauru ontem pela manhã. Eles reivindicam uma outra área e material de construção para sair do local onde moram atualmente e que pertence ao município.
A prefeitura impetrou na Justiça um pedido de reintegração de posse do terreno onde estão 34 barracos e moram cerca de 125 pessoas. Os moradores já foram notificados da existência da ação. Caso o juiz acolha o pedido da prefeitura, eles terão que sair do terreno.
Após a manifestação de ontem foi marcada uma reunião entre moradores e administração municipal para hoje. Mais de 50 moradores compareceram à Praça das Cerejeiras ontem.
“O prefeito quer que a gente vá para o Albergue Noturno. Nós queremos uma área e o material para construirmos a nossa casa, como foi feito no Fortunato Rocha Limaâ€, diz a vice-presidente da associação dos moradores do bairro, Antônia de Fátima Gasparett.
Ela garante que, se a prefeitura doar o terreno e o material, os moradores da favela construirão suas casas, no novo lugar, em sistema de mutirão. Na opinião dela, o prefeito deveria cuidar dos buracos das ruas ao invés de remover os favelados.
“Ele quer fazer uma praça onde moramos hoje. Tem tanto lugar para fazer praça, porque tem que ser lá?â€, questiona. A prefeitura informa que solicitou a reintegração de posse porque é sua obrigação impedir a ocupação irregular das áreas públicas municipais.
A vice-presidente da entidade confirmou que a ação foi contestada. “Contratamos um advogado e contestamos a ação. Vamos aguardar a decisão judicialâ€, afirma.
A representante dos moradores foi recebida pelo procurador-geral do município, José Roberto Anselmo, que agendou uma reunião para hoje. “O chefe de Gabinete, Antonio Ségio Marsola, também deve participar da reunião. Pedimos aos moradores para escolherem dez pessoas que possam discutir o assunto com a genteâ€, afirma.