Turismo

Dos romanos aos belgas

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Como há spas e “spas”, antes de fechar seu pacote, investigue tudo sobre o local escolhido para ter certeza que de lá você sairá novo em folha, mesmo que tiver que pagar caro. Tudo pode ser “spa”, mas nem tudo, realmente, acaba sendo um spa verdadeiro.

O nome spa vem do latim: Sana per Aquam”, ou seja, saúde através da água. Desde o Império Romano, o homem se valia de banhos para tratar parte de suas doenças.

Nas últimas décadas, porém, o nome ficou mundialmente conhecido em função das atividades realizadas em pequenas estâncias hidrominerais, localizadas na região de Flandres, na Bélgica. Fundada pelos romanos, há centenas de anos, a região acabou sendo batizada como Spa face aos recursos hídricos.

“As pessoas que buscavam tratamento nessas estâncias afirmavam estar indo para um spa”, afirma Oliver d’Haesse, diretor executivo da Clínica Naturalista Lapinha. “A localização, o nome e o tipo de tratamento, juntos, criam um conceito”.

Dessa forma, qualquer coisa semelhante em qualquer lugar do mundo virou um spa, o que obviamente provocou distorções, fazendo com que o modelo atual fique distante do original.

Para Oliver, a deturpação dos princípios básicos levou à abertura e ao fechamento de inúmeros spas, fazendo ficar na esteira comercial o real conceito de spa. Por isso, ele defende a criação de uma Associação Brasileira de Spas, não como reserva de mercado, mas para sinalizar aos clientes-consumidores quais os tipos de empresas que atuam no setor.

“A criação de um conceito básico e de um código de ética e responsabilidade, pode levar os clientes às clínicas confiáveis e que oferecem resultados concretos. A criação de um selo de qualidade levaria outras clínicas a buscar melhores alternativas para atender aos padrões reais de um spa”, comenta o executivo, ao anunciar a criação da primeira diretoria da associação, reunindo representantes das 18 maiores clínicas do País.

Agora, os estabelecimentos serão classificados como os hotéis: o que é básico; o razoável; o bom; excelente e o que supera as expectativas.

Lazer, fisioterapia e estética

“Serão definidas linhas para cada atividade até completar um pentágono. As linhas poderão ser: emagrecimento, movimento físico e lazer, estética e lazer, fisioterapia (e outras terapias), hidroterapia, pernoite e hotelaria”, destaca o diretor da Lapinha.

Para os clientes, quando da escolha de uma clínica, é preciso levar em conta a maneira como ela trata o organismo, devendo ser evitados aqueles que atuam sem conhecimento científico, colocando em risco a saúde dos freqüentadores. A forma de tratar a saúde é o principal, ficando as instalações para um segundo plano.

“ O foco central de um spa ou clínica deve estar centrado na saúde, com um rigoroso controle médico”. Depois, explica Oliver, o emagrecimento e estética podem ser vistos como essenciais. “Para a saúde e não apenas como o centro de tudo”.

Os vários preços

Os spas oferecem pacotes que vão de três a dez dias, com diárias variáveis. No Lapinha, o pacote clássico de uma semana tem preços a partir de R$ 1.234,00. Já no Kurotel Clínica e Spa, em Gramado, na Serra Gaúcha, os preços são bem mais salgados, por contar inclusive com cardápio assinado por chefs internacionais.

Aqui na região de Bauru, há dois Spas: o Vida, em Agudos (14) 223-8559 e o Light, em Piratininga (14) 265-1298, com diárias bem mais em conta.

Além de entrar na Internet para se inteirar sobre os spas, você pode consultar a Associação Brasileira das Clínicas e Spas que acaba de eleger sua primeira diretoria efetiva e a empresa Spa Shop, especializada em agenciar e reservar lugares em spas das principais capitais brasileiras. O telefone é o (21) 255-3018.

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