Bairros

Acordo barra novas casas no Pq. Real

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A partir de hoje a favela do Parque Real não recebe mais novos moradores. Esta foi a garantia dada pela presidente da associação de moradores do bairro, Gersina Cecília de Melo à Prefeitura de Bauru, que entrou na Justiça pedindo a reintegração de posse da área ocupada por mais de 30 barracos na localidade. A promessa faz parte do acordo firmado entre a Prefeitura e a associação, para que seja estudado um projeto de moradia para os atuais moradores da favela.

A proposta partiu dos próprios moradores, assessorados pelo vereador José Carlos de Souza Pereira Batata (PT). Eles sugerem parcerias com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), Companhia de Habitação Popular (Cohab) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) para desenvolver projetos de moradias de baixo custo.

Pela proposta, à prefeitura caberia a doação da área e os moradores entrariam com a mão-de-obra. O assessor de Gabinete da prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, que recebeu uma comissão de moradores do Parque Real ontem pela manhã, comprometeu-se a levar a proposta ao conhecimento do prefeito Nilson Costa (PPS).

“A prefeitura quer encontrar uma solução. Aquilo que o prefeito decidir, nós vamos encaminhar”, diz. A iniciativa da comissão, de não permitir a entrada de novos moradores, foi a condição colocada pelo assessor. “Se for para desenvolver um programa de moradia para os atuais moradores, é preciso responsabilidade. Acredito que é possível porque são poucas pessoas”, explica.

A área que será destinada à recolocação das 34 ou 35 famílias - número não definido pela associação de moradores -, ainda não foi escolhida, segundo Marsola. “A Secretaria do Planejamento já cogitou algumas áreas, mas nós temos que estudar e apresentar ao prefeito”, diz.

Tranqüila

A reunião entre os representantes dos moradores e o assessor de Gabinete foi tranqüila. Marsola ressaltou que em nenhum momento a prefeitura pretendia entrar com as máquinas e retirar os moradores da favela. “Estamos com dez ações de reintegração de posse em andamento. A Secretaria do Bem-Estar Social está acompanhando”, diz.

Segundo ele, a preocupação da administração municipal é evitar invasões de áreas públicas. “Não vamos admitir que Bauru se transforme em atrativo para invasões de áreas públicas, por isso estamos promovendo as ações de reintegração de posse”, argumenta.

A mesma garantia deu o prefeito Nilson Costa, que compareceu ao final da reunião. “Minha formação social não permite que eu pense em colocar máquinas para destruir a moradia de alguém. Vocês não vão ficar abandonados”, garantiu.

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