A partir de hoje está proibida a passagem de veículos com mais de dez toneladas sobre a ponte Ayrton Senna, que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1. A Secretaria Municipal de Obras decidiu limitar o peso sobre a construção porque constatou a existência de avarias em sua infra-estrutura.
A ponte, sobre o rio Bauru, foi entregue no final de setembro de 2000, na véspera da eleição que deu a reeleição ao prefeito Nilson Costa (PPS). Porém, só foi inaugurada de fato no ano seguinte, em agosto de 2001.
O trânsito sobre a ponte, inclusive de ônibus e caminhões pesados, é intenso. Antônio Carlos Duarte, titular da Secretaria Municipal de Obras, garante que veículos com até 10 toneladas podem passar com segurança. “Vamos avaliar a causa e a extensão das fissuras. Se a situação tornar-se mais grave, aí vamos interditar a ponteâ€, afirma.
Com a limitação de dez toneladas, não poderão passar pela ponte carretas carregadas. “Dez toneladas equivalem ao peso de um caminhão comum com um único eixo traseiro carregadoâ€, explica Duarte. Para os veículos acima desse peso, a opção de acesso ao Mary Dota volta a ser o prolongamento da avenida Nuno de Assis, interligando à avenida Rosa Malandrino Mondelli.
A construção da ponte, que custou cerca de R$ 250 mil, vinha sendo reivindicada há anos porque encurta o trajeto entre a zona leste - região do Mary Dota - e a zona sudeste - região do Distrito Industrial 1 e do Jardim Redentor. O vendedor Waldir Roberto Moio, por exemplo, terá que percorrer vários quilômetros a mais se a ponte precisar ser interditada. “Ficaria muito complicadoâ€, diz.
Ele vende e entrega material de construção com uma Kombi e a ponte é o melhor opção de trajeto quando está no Mary Dota e tem que chegar à região do Jardim Redentor. “Dependendo da origem e do destino, utilizando a ponte Ayrton Senna, a redução do trajeto chega a 14 quilômetrosâ€, diz.
O consertador de bicicletas João Rodrigues, que mora ao lado da ponte e trabalha no Núcleo Geisel, afirma que o prejuízo será grande para muita gente se a construção vier a ser interditada. “Durante o dia o movimento maior é de carros pequenos, mas à noite, não pára de passar caminhão e muitos carregadosâ€, conta.
Rodrigues lembra que pensou até em vender sua casa na época que havia apenas uma pinguela sobre o rio Bauru. “Eu cheguei a passar por dentro do rio para ir trabalhar. Agora estou sem carro, mas mesmo de bicicleta essa ponte ajuda muitoâ€, afirma.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, hoje já estarão fixadas placas no local indicando o peso máximo permitido na ponte. Duarte pede aos motoristas que respeitem a limitação de peso. â€œÉ preciso respeitar porque é uma sinalização de trânsitoâ€, frisa.
A limitação do peso sobre a ponte, segundo o secretário de Obras, visa garantir a segurança. “Verificamos rompimento e fissura no concreto de quatro dos oito blocos de fundação - os outros quatros não foram inspecionados porque estão encobertos por terra. Mas não sabemos o que causou essas avariasâ€, explica.