Bairros

Avaria em ponte limita peso em 10t

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A partir de hoje está proibida a passagem de veículos com mais de dez toneladas sobre a ponte Ayrton Senna, que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1. A Secretaria Municipal de Obras decidiu limitar o peso sobre a construção porque constatou a existência de avarias em sua infra-estrutura.

A ponte, sobre o rio Bauru, foi entregue no final de setembro de 2000, na véspera da eleição que deu a reeleição ao prefeito Nilson Costa (PPS). Porém, só foi inaugurada de fato no ano seguinte, em agosto de 2001.

O trânsito sobre a ponte, inclusive de ônibus e caminhões pesados, é intenso. Antônio Carlos Duarte, titular da Secretaria Municipal de Obras, garante que veículos com até 10 toneladas podem passar com segurança. “Vamos avaliar a causa e a extensão das fissuras. Se a situação tornar-se mais grave, aí vamos interditar a ponte”, afirma.

Com a limitação de dez toneladas, não poderão passar pela ponte carretas carregadas. “Dez toneladas equivalem ao peso de um caminhão comum com um único eixo traseiro carregado”, explica Duarte. Para os veículos acima desse peso, a opção de acesso ao Mary Dota volta a ser o prolongamento da avenida Nuno de Assis, interligando à avenida Rosa Malandrino Mondelli.

A construção da ponte, que custou cerca de R$ 250 mil, vinha sendo reivindicada há anos porque encurta o trajeto entre a zona leste - região do Mary Dota - e a zona sudeste - região do Distrito Industrial 1 e do Jardim Redentor. O vendedor Waldir Roberto Moio, por exemplo, terá que percorrer vários quilômetros a mais se a ponte precisar ser interditada. “Ficaria muito complicado”, diz.

Ele vende e entrega material de construção com uma Kombi e a ponte é o melhor opção de trajeto quando está no Mary Dota e tem que chegar à região do Jardim Redentor. “Dependendo da origem e do destino, utilizando a ponte Ayrton Senna, a redução do trajeto chega a 14 quilômetros”, diz.

O consertador de bicicletas João Rodrigues, que mora ao lado da ponte e trabalha no Núcleo Geisel, afirma que o prejuízo será grande para muita gente se a construção vier a ser interditada. “Durante o dia o movimento maior é de carros pequenos, mas à noite, não pára de passar caminhão e muitos carregados”, conta.

Rodrigues lembra que pensou até em vender sua casa na época que havia apenas uma pinguela sobre o rio Bauru. “Eu cheguei a passar por dentro do rio para ir trabalhar. Agora estou sem carro, mas mesmo de bicicleta essa ponte ajuda muito”, afirma.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, hoje já estarão fixadas placas no local indicando o peso máximo permitido na ponte. Duarte pede aos motoristas que respeitem a limitação de peso. â€œÉ preciso respeitar porque é uma sinalização de trânsito”, frisa.

A limitação do peso sobre a ponte, segundo o secretário de Obras, visa garantir a segurança. “Verificamos rompimento e fissura no concreto de quatro dos oito blocos de fundação - os outros quatros não foram inspecionados porque estão encobertos por terra. Mas não sabemos o que causou essas avarias”, explica.

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