Boa parte das pessoas, quando começa um tratamento médico, tem dúvidas quanto à forma de ingerir os medicamentos. Com água ou com leite? Em jejum ou após as refeições? Pode-se quebrar o comprimido? Colocar açúcar num remédio amargo? Médicos e farmacêuticos garantem que estas escolhas podem realmente influenciar no efeito dos produtos e afirmam que é essencial tirar todas as dúvidas.
Remédios são substâncias químicas que alteram o funcionamento do organismo e só devem ser usados sob indicação expressa do médico ou dentista - os dois únicos profissionais habilitados a prescrever medicamentos. Estima-se que mais de 90% da população tome remédios sem indicação profissional. A automedicação pode mascarar uma doença e tornar o quadro muito mais grave.
Neste sentido, a primeira recomendação quando o assunto é remédio é: só tome medicamentos sob prescrição médica. Ao contrário do que se pensa, isso vale até mesmo para as febres e dores de cabeça mais simples.
A menos que a pessoa tenha certeza de que a dor de cabeça é resultado de uma tensão exagerada naquele dia ou que é causada pela tensão pré-menstrual, uma dor de cabeça repentina pode ser sintoma de uma virose. Se a pessoa toma uma Aspirina, ela pode mascarar inúmeras outras doenças. Se for uma dengue, por exemplo, o remédio pode até agravar o quadro.
A segunda regra é: não tome remédios com dúvida. O ideal é que o paciente saia do consultório médico entendendo perfeitamente o que tem, quais remédios vai usar, como vai usar e com que finalidade. Por exemplo, este é para cortar a febre, aquele para interromper os enjôos e assim por diante.
Na hora de comprar os remédios, o farmacêutico deverá orientar o paciente sobre a forma correta de tomar a medicação. Se chegar em casa, ler a bula e restar alguma dúvida, volte ao farmacêutico. Mas não se deve ingerir um medicamento sem saber exatamente como isso deve ser feito.
Algumas drogas alopáticas são melhor absorvidas pelo organismo quando ingeridas com leite. Outras, no entanto, podem ter sua eficácia reduzida pelo leite. O mesmo vale para o jejum e as refeições.
Normalmente, quando não existe nenhuma orientação específica, os remédios devem ser tomados cerca de uma hora após as refeições, para que o estômago não esteja muito cheio, nem absolutamente vazio. E deve-se ingeri-los preferencialmente com água.
Os remédios homeopáticos também exigem atenção. Não só na forma de ingeri-los, mas também na forma de guardá-los. Baseados na energia das substâncias, estes produtos perdem sua eficácia, por exemplo, quando são deixados próximos a aparelhos eletro-eletrônicos.
Também há aqueles que preferem cuidar de sua saúde usando as velhas receitas de família, os chás com ervas medicinais. Apesar de serem remédios naturais, eles também devem ser usados com moderação e critérios. Existe uma forma correta para preparar cada erva e existe uma erva adequada para cada situação.
Muitas podem ser tóxicas e venenosas. Algumas vezes, recomenda-se usar determinada planta para tratar um sintoma “x”, mas não se sabe que parte do vegetal deve ser usada. De repente, a folha contém toxinas para proteger a planta de insetos e o poder terapêutico está só na raiz.
Enfim, remédios, quaisquer que sejam, são drogas usadas para alterar o funcionamento de alguma parte do corpo. Por isso, é preciso usá-los com moderação e sob orientação de pessoas habilitadas. Um erro na escolha ou na administração pode até ser fatal.