Saúde

Álcool e remédio não combinam

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

A regra vale para todos os medicamentos: durante o uso de remédios, não se deve ingerir bebidas alcoólicas. O álcool pode tanto intensificar o efeito de algumas drogas, quanto pode anular a eficácia de outras.

“Os medicamentos antialérgicos (anti-histamínicos), por exemplo, provocam muito sono. A bebida alcoólica também dá sono. Então, o paciente vai ter um aumento, uma intensificação do sono”, exemplifica o professor de Farmacologia da Universidade do Sagrado Coração (USC), Dejair Caetano do Nascimento.

A interação das duas substâncias de efeito sedativo pode alterar o estado de vigília da pessoa e colocar sua vida em risco. Ela perde os reflexos e pode sofrer um acidente de trânsito ou ferir-se ao manipular um objeto cortante.

Portanto, além dos antialérgicos, é preciso abster-se totalmente do álcool durante o tratamento com calmantes, ansiolíticos, antidepressivos e anticonvulcionantes. Todos estes medicamentos têm efeito sedativo e são absolutamente incompatíveis com o álcool.

“Outra coisa que as pessoas fazem na maior inocência: ela vai à pizzaria, toma um vinho ou cerveja. Chega em casa com dor de cabeça e toma um Tylenol (nome genérico: paracetamol). O álcool altera o metabolismo do princípio ativo e produz uma substância chamada metabólito, que é tóxica”, salienta.

Segundo ele, no caso do paracetamol, este metabólito é hepatotóxico, ou seja, a interação com o álcool pode causar uma lesão ao fígado. Usada cronicamente, a mistura pode resultar até em insuficiência hepática, um comprometimento da função hepática.

Em outras palavras, o álcool transforma uma substância que deveria curar o organismo em outra substância que lhe faz mal. Isso pode acontecer com vários outros medicamentos e afetar qualquer outro órgão do corpo.

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