Talvez não seja uma quebradeira moral sistêmica, como diria Joelmir Beting, sobre alguma lama que escorre de novo no Paço e na Câmara Municipal. Onde está o homem, está a volúpia de delinqüir e de amedrontar. Portanto, todo cidadão de bem precisa reciclar sempre a sua paciência e habilidade para enfrentar a criminalidade em todos os momentos da vida. O vice da Câmara vociferou, dias atrás, e prometeu, sem milongas, levar às barras da Justiça quem questionasse a sua vereança. Um golpe para amedrontar a dupla camisa que pode estar vestindo. Trocando em miúdos, além de vice, é, também, integrante da comissão que investiga a direção da Casa. Parece a brincadeira do cachorro que quer morder o próprio rabo. Se não pegar, melhor.
De fato, é melhor vê-lo indicando a Justiça para resolver diferenças do que sabê-lo resolvendo à bala. Não se tira, aqui, a legitimidade e, quiçá, a legalidade de seus direitos quanto ao problema. O que causa estranheza é vê-lo furioso defendendo seu cargo na Comissão, ao invés de abrir, sem firulas, mão dessa tarefa, ou desse posto. Se a sua permanência está sendo polêmica, melhor se retirar. Aliás, o seu nome já foi citado por depoentes. E agora, vereador? Colocando-se no lugar do crítico decente, pelo menos por alguns instantes, o preclaro edil verá que está sendo incoerente e teimoso. E com isso, o povão bem poderá acusá-lo de estar driblando a ética das investigações. Ou, no mínimo, contribuindo para que a democracia não se fortaleça em Bauru. Isso é uma vergonha! (Antonio Ribeiro Corrêa - RG. 4.168.220)