Articulistas

Viva a tecnologia, porém...


| Tempo de leitura: 3 min

A tecnologia, que em particular entendemos, por isso a aceitamos (em tese), trata, segundo o Aurélio, Novo Dicionário, de: “1. Conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos: tecnologia mecânica, que se aplica a um determinado ramo de atividade. 2. À totalidade desses conhecimentos; Vivemos a era da tecnologia” (ipsis litteris). Cuja eficácia possui larga aplicação moderna, cada dia mais presente, envolvendo um conjunto de técnicas inerentes às conseqüências primitivas da “Revolução Industrial desenvolvida sobejamente na Inglaterra nos meados do século 18”. Assim, expandiu-se rapidamente pelo mundo mais desenvolvido de então. Fornecendo materiais e energia motriz, desenvolveram maquinarias modernas, utilizando insumos limpos. Estes, além de mais apropriados relativamente ao passado, gerando produção e substituindo (para melhor) a gama de melhor produção, com mais produtividade. Entre o período da revolução industrial em questão, o computador digital do século 20, a grande máquina inicialmente produzida, provocou impacto na maioria das áreas da atividade humana. Basta verificar a tecnologia da informática, apreciando o surto de armazenamento de informações utilizadas em quaisquer áreas de produção de “armazenamento e recuperação de informação”.

Entretanto, tendo em vista a preocupação que nos levou a acrescentar no presente título deste assunto, que certamente deverá haver chamado à atenção do prezado leitor atento, cumpri-nos esclarecer possíveis dúvidas. Assim, certos como estamos de que o nascimento, desenvolvimento da importante e necessária presença tecnológica também deve ser vista por outro prisma, isto é, ao inverso da produção de bem servir à humanidade. Tendo em vista o poder, bem como as inúmeras oportunidades de produzir com a moderna facilidade técnica uma infinidade de armas mortíferas. Produtos que levam ou facilitam tudo o que seja ou possa servir de mal nas mãos dos seres humanos, geralmente mais para a produzir o mal, dificilmente para o bem. Estes não necessariamente servem apenas aos adultos. Indústrias tecnológicas modernas não se prendem apenas a importantes locais de produção em prol da defesa humana, mas conforme respectivos tipos de produtos e situações.

A herança vivida no mundo presente descendeu até vários anos atrás da produção de brinquedos às crianças: para meninas, bonecas; para meninos, revólveres municiados com tiros de espoleta, simbolizando combater os supostos inimigos.

Contudo, com a presença da tecnologia positiva, capaz de mudar e criar muitas coisas no mundo, segundo sua imensa versatilidade, não terminamos o milênio sem que fossemos premiados com a importante presença do computador, hoje equipamento pessoal. E veio a Internet

Dentre tantas facilidades na Internet quanto a comunicação global, bem como as fartas informações e pesquisas histórico/culturais, em geral prevaleceu. Entretanto, com a sua presença caíram por terra, isto é, a legislação desapareceu por desuso. Em troca, porém, as crianças de hoje receberam infinitos tipos de jogos de mata–mata, prejudicando estudos e produzindo vícios virtuais. Sem falar nos delitos a mercê da curiosidade dos menores. –Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor/mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas na coluna - E-mail: almodova@ig.com.br)

Comentários

Comentários