Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Unimed

De acordo com o presidente da Cooperativa Unimed em Bauru, médico Carlos Eduardo Sacomandi, tudo indica que entre os dias 6 e 7 de dezembro a Confederação das Unimeds confirme sua posição sobre o arrendamento do hospital Beneficência Portuguesa de Bauru. Conforme matéria publicada recentemente no JC, a Confederação tem a intenção de investir nesse projeto e já realizou uma inspeção técnica no hospital.

• Expectativa

Para Sacomandi, apesar da Confederação também estar analisando outros dois hospitais (em outras cidades) com a intenção de realizar o mesmo projeto, são muito grandes as chances do arrendamento se concretizar em Bauru. Em conversa com a colunista, o presidente da Unimed na cidade disse que somente as discussões que envolvem contratos da Beneficência ainda estão em aberto. Contudo, não seriam temas difíceis de conversar e negociar.

• Arrendamento

O diretor clínico da Beneficência, médico João Batista Bórsio Neto, admitiu que o hospital está com dificuldades financeiras. Porém, as dívidas seriam pagáveis e não foram o motivo principal que levou a direção a entrar em contato com a Confederação das Unimeds. O arrendamento, segundo ele, teria sido a melhor opção encontrada para que o hospital não deixe de receber investimentos, já que a quantidade de sócios da Sociedade Beneficente Portuguesa - que mantém o hospital - vem diminuindo muito.

• Soberania

Em tempos de crise econômica e altas freqüentes nos preços de produtos alimentícios, é imprescindível que o consumidor exerça seu papel soberano, independentemente de sua renda mensal. Não se trata de condição financeira, e sim, de consciência social. Com os constantes e recentes aumentos expressivos de preços - dos quais o próprio setor supermercadista tem reclamado -, a alteração de postura e hábitos tem sido cada vez mais visível.

• Controle

É fundamental, neste momento, que o consumidor tome consciência de seu papel nessa situação. Substituir produtos de primeira linha por similares ou por outros de marcas mais baratas deve ser palavra de ordem na lista de compras do supermercado - coisa que muitas donas de casa já estão fazendo. Se controlar para evitar os supérfluos também é uma atitude que cada vez mais pessoas assumem e que é essencial para controlar os gastos.

• Iniciativa

Uma iniciativa ocorrida em Bagé (município ao sul de Porto Alegre) chama a atenção pelo resultado alcançado e por mostrar o poder soberano do consumidor. Um acordo celebrado pelo Movimento das Donas de Casa (MDC) daquela cidade determinou que alguns supermercados manterão congelados os valores de 28 produtos da cesta básica, incluindo itens de alimentação e material de higiene e limpeza, durante 30 dias. Em contrapartida, o grupo ofereceu fidelidade de compra a esses estabelecimentos.

• Êxito

A alta generalizada dos preços é uma situação que atinge em cheio a maioria das famílias brasileiras, mas a iniciativa de Bagé é a prova concreta de que o consumidor pode e deve lançar mão da força que tem sobre o mercado. Para que a idéia deste grupo tivesse êxito, o movimento realizou uma pesquisa de preços em quatro estabelecimentos comerciais de forte apelo popular no município. Ao final da vigência do pacto, no próximo mês, o grupo realizará outra pesquisa nos supermercados e buscará novos parceiros.

• Briga

A efetivação de uma idéia que surgiu durante conversas entre donas de casa mostra que atitudes organizadas podem fazer grande diferença. Mas esse é apenas um exemplo entre tantos outros que, certamente, existem por aí. Nessa briga de gigantes entre varejo e indústria, o consumidor assume posição importantíssima, de quem pode mudar o rumo das coisas.

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