Sindicatos de várias categorias, partidos de esquerda, associações de moradores e estudantes realizaram ontem, em frente à Câmara Municipal de Bauru, um protesto contra o reajuste da tarifa do sistema de transporte coletivo, que subirá de R$ 1,00 para R$ 1,20, a partir da próxima terça-feira.
De acordo com os organizadores, cerca de 100 pessoas participaram do ato, que contou a distribuição de panfletos. Já segundo os cálculos da Polícia Militar, o número não chegou a 70.
Com faixas e bandeiras em punho, os manifestantes reivindicaram a revogação do decreto que aumenta a tarifa. Entre eles, estava o presidente do Conselho dos Usuários do Transporte Coletivo, Rubens de Souza, que tem cobrado a implantação imediata do passe-integração.
Dispondo de um caminhão-de-som, integrantes do movimento organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), chamavam a atenção dos usuários com seus discursos.
“As empresas vão conseguir 20% de reajuste, mas os funcionários tiveram seus salários corrigidos em apenas 8%. Estão tentando ganhar a opinião pública falando inverdades e escondem a redução no quadro de trabalhadoresâ€, enfatizou o representante da oposição da diretoria do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Bauru (Sindtran), Ademar Lipanio Sério.
O membro do Diretório Acadêmico Di Cavalcanti, (Dadica) da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Alessio Esteves, também considerou o aumento abusivo.
“Nós, estudantes universitários, não temos direito a meio passe e ainda teremos de arcar com o reajuste. Faremos o que for preciso para barrá-loâ€, defendeu.
Para dar continuidade ao movimento, que também conta com a participação da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a CUT está convocando uma outra reunião para amanhã, a partir das 17h.
No encontro, que será aberto aos interessados, as entidades vão discutir novas estratégias no combate à alta da tarifa de ônibus. Até ontem, 20 mil cartas abertas foram distribuídas convidando a população a integrar os protestos.
• Serviço
A sede da CUT fica na quadra 13 da rua Araújo Leite.