Regional

Polícia flagra outra pesca ilegal

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Igaraçu do Tietê - A Polícia Florestal de Barra Bonita flagrou ontem de madrugada mais dois pescadores, um deles profissional, praticando pesca predatória no rio Tietê. No momento do flagrante, os acusados estavam com 30 quilos de peixes de diversas espécies. Entre elas, tilápia e mandiuva.

Foram apreendidos ainda, segundo a Polícia Ambiental, três tarrafas, um barco e um motor. Todo o material foi levado à delegacia de Igaraçu do Tietê. Os acusados, Nicola Fusco Neto, 37 anos, pescador profissional, e José Carlos Vieira, 41 anos, ajudante, foram liberados somente após pagar multa.

Na segunda-feira passada, outros dois pescadores também foram flagrados praticando pesca predatória, em Itapuí. Conforme matéria publicada pelo Jornal da Cidade na edição de ontem, eles foram pegos utilizando um método conhecido como “pesca de batida” - proibida por lei.

Ao contrário da dupla de pescadores de Itapuí, a de Igaraçu do Tietê está sendo acusada de crime ambiental não pelo método de pesca utilizado, mas pelo local onde estavam pescando - cerca de 100 metros acima da barragem de Barra Bonita.

De acordo com a polícia, é proibido pescar a menos de 1,5 mil metros acima ou abaixo da barragem, em época de piracema (de novembro a janeiro).

No restante do ano, a proibição reduz para 500 metros dos dois lados da barragem.

Segundo a polícia, o flagrante foi feito por volta da 1h30 de ontem, durante um patrulhamento de rotina. Depois de autuados, os acusados foram liberados mediante pagamento de multa. Por ser pescador profissional, Fusco Neto gastou menos que seu ajudante. Ele pagou R$ 357,77, enquanto seu ajudante teve de desembolsar R$ 572,44.

A pena para crimes dessa natureza varia de um a três anos de detenção. Segundo a Polícia Ambiental, a pena não aumenta nem diminui quando o envolvido é pescador profissional. De acordo com a lei 7.679/88, que dispõe sobre a proibição de pesca em períodos de reprodução, além de pagar multa, o pescador profissional corre o risco de ter sua atividade suspensa, caso o crime seja comprovado.

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