• Realinhamento
Uma parte do grupo político do prefeito Nilson Costa (PPS) já tenta convencê-lo da necessidade de uma minirreforma no secretariado, a partir do ano que vem. Objetivo: o realinhamento político e partidário com vistas às eleições municipais de 2004. Para não fugir do estilo que o marca, Nilson desconversa quando tocam no assunto.
• Reengenharia
Para uma parte do grupo nilsista, é preciso colocar em prática o que o próprio prefeito anunciou em entrevista recente ao JC: a aglutinação da centro-esquerda da cidade em um só bloco. E isso implica, como contrapartida, uma reengenharia no governo municipal. O PT e o PC do B têm dado sinais de aproximação, mas as conversações não avançam por conta do estilo reticente de Nilson.
• Batata & Majô
Passam por esse processo de mudanças as especulações sobre o apoio do Palácio das Cerejeiras à candidatura de Majô Jandreice (PC do B) ou de José Carlos Batata (PT) à presidência da Câmara Municipal. Por sinal, a vereadora comunista tem conquistado a simpatia do chamado grupo dos 11, que passou a ser dos 12 com a adesão da parlamentar.
• Bom aluno
A cúpula do Palácio das Cerejeiras também está de olho no vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), que já foi sondado pelo PT de Estela Almagro e José Carlos Batata. Jovem e aluno aplicado da política, Agostinho tem sido assediado. Nos bastidores, comenta-se que o ambientalista não tem como projeto político disputar a reeleição à Câmara.
• Grupo dos 9
Assim como existe o grupo dos 12, a oposição também se articula para oficializar seu bloco com vista à eleição da presidência da Câmara. Os tucanos João Parreira e Toninho Garmes querem aglutinar forças. Embora não tenha maioria, o grupo do anticontinuísmo quer ter nomenclatura e marcar posição na eleição da Mesa Diretora. “Nosso bloco não representa o continuísmo do que está aíâ€, alfineta Parreira.
• Desconversa
Não é só em mudanças no governo que Nilson desconversa. O chefe do Executivo também demora o suficiente para irritar seus aliados para resolver questões urgentes de governo. A direção do DAE tenta, pacientemente, convencer o chefe do Executivo a apoiar ações que resolvam o iminente colapso da Estação de Tratamento de Água.
• Na torcida
Mas o prefeito parece ter ojeriza de algumas propostas. No caso da autarquia, a reforma da ETA significa busca de recursos. E dinheiro só pode vir por duas vias: ou é enviado por órgãos governamentais de fora ou é gerado no próprio Município, o que significaria aumento da tarifa. O prefeito parece preferir incorporar o estilo tartaruga, torcendo para que a ETA continue funcionando enquanto não resolve o caso.
• Balbúrdia
A CEI das compras já tem um importante e primeiro diagnóstico sobre as denúncias que circundam a Câmara Municipal. “Existem falhas administrativas que precisam ser corrigidas. Do jeito que está não pode ficarâ€, aponta um integrante da Casa. A análise se fixa em compras e recebimentos de equipamentos de forma verbal. Matéria na página 5 mostra a balbúrdia da Câmara nos processos administrativos.