Tribuna do Leitor

Respeitável público!


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Que cena dantesca ver um elefante aprisionado entre um minúsculo cercado de arame, a pisotear suas fezes... Balançando seu corpo em uma rotina daqueles que já enlouqueceram pelo sofrimento do cárcere, dos maus-tratos e da crueldade. Quanto choque, quanta paulada não deve ter levado o pobre elefante para estar naquela situação de constrangimento, submissão e condicionamento pela dor. Seu olhar é triste, muito triste. Nem todos têm a sensibilidade para entender (o ser animal humano até mata seus pais com pauladas para assim poder ficar com seus bens), o seu som é choro de lamúria, seu pensamento deve estar lá nas savanas africanas, onde livre andaria em média 40 quilômetros por dia, mas aqui lhe resta um 4x4 m². Pois é, este pobre elefante condenado a “trabalhos” circenses e a uma morte lenta e gradual pelo estresse está em Bauru (um camelo desse mesmo circo morreu na semana passada na cidade de Bariri). Mas Bauru não pode permitir, não pode consentir, não pode ser conivente em hipótese alguma com aqueles que causam sofrimento aos animais. A lei municipal n.º 4.836 de 22 de maio do corrente ano, de autoria do vereador José Eduardo Ávila, aprovada por unanimidade de votos da Câmara Municipal dispõe taxativamente: fica vedada a concessão de alvará de funcionamento pela municipalidade aos circos ou similares que utilizem em suas apresentações, ou tenham como atrativo, animais selvagens de qualquer espécie, ainda que domesticados. Ao pobre elefante, e a todos os animais enclausurados a liberdade nas savanas, campos e florestas na forma como o criador determinou em seus quinto e sexto dias. (Fátima Luísa De Maria Schroeder - bióloga, ativista da Naturae Vitae - Sociedade de Proteção Animal e Ambiental de Bauru)

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