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Itália e Unesp têm acordo para pesquisa

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os laboratórios de física do Estado de São Paulo têm qualidade comparável aos norte-americanos e aos europeus. É o que constatou o diretor das áreas de Metais, Supercondutividade e Magnetismo do Istituto Nazionale di Fisica della Matéria (INFM) da Itália, Rosario Cantelli, que está em Bauru desde a semana passada.

Ele, que também é professor da universidade Degli Studi di Roma “La Sapienza” e membro do Consiglio Nazionale della Ricerca (CNR), está na cidade cumprindo um acordo de cooperação bilateral entre o CNR e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do qual faz parte o Laboratório de Relaxações Anelásticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Hoje, na Itália, para obtermos investimentos em pesquisa temos de ter excelência no trabalho e esse intercâmbio contribui justamente neste sentido porque trocamos informações. Em cinco anos, o professor Carlos Roberto Grandini da Unesp conseguiu, com muito esforço, montar do nada um laboratório que em pouco tempo será competitivo internacionalmente”, garante.

Cantelli também conheceu centro de pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e ficou impressionado ao se deparar com laboratórios de qualidade internacional. Durante sua visita no Brasil, ele ainda tem discutido a política de investimento tecnológico dos países.

Atualmente, a Itália aplica 0,7 do seu Produto Interno Bruto (PIB), índice que representa a riqueza do país, em pesquisas. Os maiores investimentos são aplicados nos projetos mais conceituados.

“O governo italiano está deixando de distribuir recursos homogeneamente a todos os pesquisadores. Agora, os recursos mais vultuosos são aplicados nos trabalhos de excelência, eleitos por uma comissão internacional de especialistas, que julga as propostas enviadas sobre temas determinados”, esclarece.

Como o INFM tem investido em intercâmbios e dispõe de uma rede de pesquisadores conceituados provenientes de 40 universidades italianas, tem recebido verba para desenvolver várias pesquisas de ponta.

“Percebi nesta visita um contato saudável entre as universidades brasileiras e as empresas. Como instituição modelo, incentivamos essas parcerias”, conclui.

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