Polícia

Açougueiro é acusado de tentar enforcar a própria mãe em discussão


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O açougueiro desempregado Alexandre Selvati, 27 anos, tentou enforcar sua mãe na noite de quinta-feira. A vítima, Nadir Selvato, 47 anos, teve que se esconder na casa de uma vizinha.

O fato aconteceu no início da noite de anteontem, na quadra 5 da rua Antonio Fortunato, na Pousada da Esperança 1. Segundo informações da mãe à polícia, Alexandre estava alterado quando ela chegou. “Ele disse para eu não entrar em casa. Me pegou pelo pescoço e com um espeto de churrasco queria me furar”, diz.

A mulher acionou a polícia e se refugiou na casa de uma vizinha. O rapaz recebeu os policiais com um facão e um martelo em mãos. Ele teria tentado agredir os policiais e foi necessário o auxílio de apoio para conter a fúria dele.

Quando percebeu que estava cercado, Selvati subiu em um abacateiro. Ao tentar descer da árvore para conversar, escorregou e caiu ferindo uma das pernas.

O ferimento exigiu que Selvati fosse encaminhado ao Pronto-Socorro para passar por curativo. O caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que irá apurar.

Comum

A titular da DDM, Rejane Borro Tiritan, acredita que o número de filhos que batem em pais em Bauru seja muito maior do que os registrados nas delegacias. “Muitas mães não registram porque ficam com pena dos filhos, mas isso acontece muito”, afirma.

De acordo com ela, a agressão ocorre principalmente quando os filhos são muito mais novos do que os pais. “Os pais idosos são alvos prediletos de filhos viciados em drogas e álcool”, comenta.

Outro fator que impulsiona a agressão entre filhos, mães e até pais é a falta de limites e respeito. “Muitos jovens desempregados não admitem que os pais cobrem deles que arrumem trabalho. Agridem os pais como se fossem algo normal”, diz.

A delegada lembra que a relação afetiva impede que muitas mães denunciem os filhos. “Há casos de senhoras idosas que chegam na delegacia feridas, mas não querem registrar o fato para não prejudicar os filhos. Elas querem que a gente apenas chame a atenção deles”, completa Rejane.

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