Bairros

Emei já tem fila para as matrículas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Ontem à tarde já havia fila em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Márcia Aparecida Bighetti, localizada no Núcleo Mary Dota, apesar das matrículas só começarem na segunda-feira. A maior concorrência é para o maternal, que recebe crianças de 3 anos: a escola está oferecendo apenas seis vagas e já havia sete interessados.

Pais afirmam que ir para a fila dias antes da abertura de matrículas é a única forma de garantir a vaga dos filhos. “Eu moro aqui do lado da Emei e preciso de uma vaga para minha filha de 3 anos porque trabalha fora. Se não ficar na fila, posso não conseguir”, conta a diarista Clarice Pereira, que ontem à tarde revezava-se com os filhos maiores na fila.

Mas Solange Reis, diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, afirma que não é necessária a formação de fila antecipada. Ela diz que no próximo ano serão oferecidas 7.000 novas vagas para educação infantil em toda a cidade.

“Se essas vagas não forem suficientes, temos condições de abrir novas turmas para atender a demanda”, afirma. “Por isso, não é preciso passar o final de semana inteiro na fila”, completa. A Secretaria de Educação é responsável por 45 Emeis e cinco creches na cidade.

Solange admite que no Mary Dota a demanda por vagas realmente é grande, mas frisa que a outra Emei do bairro está sendo ampliada. “Vamos ter duas novas salas na Emei Madalena Martha. Alunos do Bauru 2000 (Núcleo Nobuji Nagasawa) podem também ser atendidos na Emei do Jardim Pagani, que também está sendo ampliada”, explica.

De acordo com a diretora, os dois dias que a Secretaria de Educação vai receber matrículas (segunda e terça-feira) é um período para levantar a demanda. “Se as vagas não forem suficientes, nós cruzamos os dados dos excedentes para verificar se uma mesma criança não está inscrita em mais de uma escola e começamos a trabalhar para atender todos”, ressalta.

Primeiro da fila

O primeiro da fila em frente à Emei Márcia Aparecida Bighetti ontem à tarde era Júlio de Oliveira, de 14 anos, morador do Bauru 2000. “Estou na fila para pegar vaga para minha irmã de 3 anos. Tem apenas seis vagas no maternal, mas como sou o primeiro, a vaga dela já está garantida”, diz.

Acomodado em uma cadeira de descanso e com refrigerante do lado, ele contou que à noite os seus pais iriam assumir o seu lugar. “Cheguei ao meio-dia e mais tarde meu pai ou minha mãe vêm trocar comigo”, conta. Felipe Augusto Emídio Carvalho, 17 anos, morador do Mary Dota, era outro que fazia companhia a Júlio. “Também quero uma vaga no maternal, para minha sobrinha”, conta.

Nivaldo de Godoy Neves Neto, 16 anos, que também estava na fila, queria vaga para a prima de 5 anos, no jardim 2. Um rapaz, que não quis se identificar, revelou que estava na fila apesar de saber que as vagas para o maternal iriam acabar antes de chegar a sua vez. “Tem seis vagas e eu sou o sétimo da fila para o maternal. Mas vou esperar uma desistência”, diz.

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