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Editorial

Da Redação
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As informações são da Agência Estado. As montadoras vêem com bons olhos o interesse do governo Luiz Inácio Lula da Silva em adotar um programa para reativar o setor, mas acham que boa parte das medidas a serem adotadas é de responsabilidade do próprio governo, como a redução de impostos e dos juros para financiamento.

“Se tirarmos os impostos, o preço de um carro popular hoje é igual ao de um laptop (computador portátil)”, disse um executivo de uma das maiores montadoras do País. Segundo ele, discutir a redução do preço do popular será apenas uma conseqüência. Antes é preciso ver o que pode ser feito para reduzir a ociosidade das fábricas (de mais de 40%) e para que as empresas voltem a ser lucrativas.

O setor investiu cerca de US$ 20 bilhões nos últimos anos para se modernizar e agora há uma pressão por lucratividade. A maioria das empresas está operando no vermelho há quatro ou cinco anos. â€œÉ preciso discutir medidas para que a indústria seja sustentável, ou novos investimentos serão afetados.”

O presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luis Marinho, disse que o novo governo pode rever o conceito de carro popular, que não deve se basear apenas na potência do motor. A entidade preparou um plano de sete metas para revitalizar a indústria automobilística que será usado pelo novo governo nas discussões com o setor.

Entre as propostas está a produção de modelos mais baratos que os atuais. Segundo o executivo, se a proposta é beneficiar a produção de modelos antigos, como Santana e Uno Mille, a indústria correrá o risco de envelhecer e de reduzir investimentos em novos produtos.

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