Mulher

Cara de satisfação

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 4 min

Quanto mais as pessoas estão satisfeitas consigo mesmas, mais procuram maneiras de maximizar seus potenciais estéticos. Esta foi a constatação feita pelo Instituto Gallup, que acaba de concluir uma pesquisa mundial, com mais de 5 mil homens e mulheres entre 18 e 64 anos em cinco países: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e França. O objetivo era identificar as razões e os obstáculos que envolvem a escolha de tratamentos atuais e futuros para melhorar a aparência do rosto.

Os motivos da melhora são vários e as respostas, segundo a pesquisa, vão desde a preocupação com a saúde, acompanhamento das tendências da moda, até a busca pelo sucesso.

Os resultados da pesquisa indicaram ainda que, embora a maioria dos entrevistados tenha confiança em sua aparência, cerca de dois terços gostaria de parecer mais jovem e cuidar mais do visual. No Brasil, 75% dos entrevistados gostariam de fazer tratamentos estéticos, enquanto que nos Estados Unidos somente 41% tomariam essa decisão.

Outro dado relevante é que a maioria acredita que a atração física é muito importante para prosperar na sociedade atual. No Brasil, 61% concordam com essa afirmação enquanto que a média dos demais países é de 26%. Grande parte dos entrevistados acredita que fazer tratamentos ou procedimentos estéticos ajuda a melhorar a auto-estima (77%).

Os resultados indicaram que gratificação pessoal (82%) e aumento da autoconfiança (75%) são motivos suficientes para justificar a busca do tratamento. Outro motivo é o desejo de “parecer mais jovem” (51%).

Confiança

Ao serem questionados sobre quem consultar antes de fazer um tratamento ou procedimento facial, a maioria demonstrou maior confiança em médicos do que em enfermeiras, família ou amigos. Em todos os países, sete entre dez adultos (69%) buscariam informações com médicos, enquanto somente duas entre dez procurariam outras fontes.

Apesar de indicar que os médicos são a fonte mais confiável para discutir tratamentos, a pesquisa indicou que revistas e televisão também influenciam na disseminação de informações sobre moda e alternativas para melhorar o visual.

O principal motivo para não fazer um tratamento ou procedimento facial é o efeito colateral ou preocupações com a segurança. Outras razões mencionadas foram os efeitos permanentes e o custo do tratamento. Entre essas, a mais freqüente foi efeito colateral (Austrália 45%; Canadá 37%; Estados Unidos 35% e França 30%). No Brasil, de modo geral, a maior preocupação é em relação ao custo do tratamento (23%) e aos efeitos não-reversíveis (23%).

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Resultados no Brasil

Amostra

Entre julho e setembro deste ano, o Instituto Gallup entrevistou pessoalmente 1.001 brasileiros (homens e mulheres) entre 18 e 64 anos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.

Nível de confiança na aparência

A maioria dos brasileiros tem confiança em sua aparência: 52% deles são muito confiantes, 37% confiantes em termos e somente 6% apontaram não confiar tanto em sua aparência.

Em todas as faixas etárias, os homens expressaram maior confiança em seu visual (62%) em relação as mulheres (46%)

Quanto maior o poder aquisitivo, maior o nível de confiança no visual (62%).

Os cariocas expressaram maior nível de confiança em seu visual (63%), seguidos pelos paulistanos (49%), recifenses (48%) e gaúchos (46%). Os residentes em Belo Horizonte são os que menos confiam em sua aparência (44%).

Satisfação com aparência

Quase metade dos entrevistados (48%) afirmaram que estão “muito satisfeitos”, 40% estão satisfeitos em termos, 12% não estão satisfeitos e os demais não se importam com seu visual. A probabilidade de homens (62%), especialmente jovens, serem mais satisfeitos com a aparência do rosto é significativamente maior do que as mulheres (38% em todas as faixas etárias).

Importância da atração física na sociedade atual

A maioria dos brasileiros (61%) acredita que a atração física é muito importante para o progresso na sociedade atual. Essa é similar tanto para homens quanto para mulheres em diferentes faixas etárias (cerca de 60%). Pessoas com diferentes níveis sociais tanto empregados quanto desempregados consideram a atração física importante (60% em média).

78% dos entrevistados acreditam que tratamentos/procedimentos para melhorar o visual podem contribuir para o aumento da auto-estima e autoconfiança. Essa percepção é mais alta entre mulheres jovens (86%) e entre aqueles que conhecem alguém que tenha feito algum tipo de tratamento (84%).

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