O Hospital Prontocor vai praticamente triplicar o número de leitos com a inauguração de um novo pavilhão. Atualmente, a unidade conta com 35 leitos para internação, oito leitos em berçário, três leitos em unidade de terapia intensiva (UTI) adulta e dois centros cirúrgicos. A partir de janeiro, serão 85 leitos para internação, oito do berçário, dez para UTI e quatro centros cirúrgicos.
“Com a inauguração, vamos oferecer o mesmo número de vagas do Hospital da Unimed, por exemplo, mas muita gente ainda vê o Prontocor como uma clínicaâ€, comenta um dos diretores da unidade, João Urias Brosco.
Ele conta que o Prontocor foi criado há 12 anos numa parceria dele com o médico Cardec Rufino. Na época, era apenas um consultório médico. “Com o tempo, notamos a necessidade de criar um espaço para observação. O paciente vinha com pressão alta, por exemplo, nós medicávamos e ele tinha que ficar algumas horas no consultório até a pressão voltar ao normal. Então, abrimos um apartamento com dois leitos para issoâ€, lembra.
O número de pacientes foi aumentando, os médicos começaram a ser chamados de madrugada para atender emergências. Isso os obrigou a agregar mais três cardiologistas à equipe e a criar um plantão noturno. Foi, segundo Brosco, o primeiro serviço médico de atendimento 24 horas em Bauru.
Depois, eles perceberam que muitos pacientes precisavam de internação e resolveram solicitar um alvará para transformar o consultório numa clínica com observação e foram criando mais leitos. “Em dez anos, tínhamos um hospital com 30 leitosâ€, observa Brosco.
Até esta época, a maior parte dos pacientes atendidos pelo Prontocor eram conveniados da Cooperativa Médica Unimed. “Mas eles abriram um hospital próprio e dispensaram nossos serviços. Então, nós passamos a prestar atendimento para outros convênios e fizemos uma parceria com o convênio São Lucas.
Há cerca de dois anos, o hospital criou uma ala para maternidade, com oito leitos em berçário e estendeu o atendimento à pediatria. “Hoje, o Prontocor oferece uma estrutura hospitalar básica, com consultas, exames, internação e cirurgias de pequeno e médio portes. Em média, são realizadas 40 cirurgias por mêsâ€, ressalta.
Agora, o hospital está investindo cerca de R$ 2 milhões na construção de um segundo pavilhão, que possibilitará a criação de aproximadamente 60 novos leitos. Destes, dez leitos deverão atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O contrato com a saúde pública já está sendo firmado, segundo Brosco.
Demanda
O diretor do Prontocor salienta que até há poucos anos, 98% dos atendimentos realizados no Prontocor eram custeados pela Unimed. Há dois anos, o convênio cancelou o contrato com o hospital, pois inaugurou uma unidade própria.
“Hoje, sem os pacientes da Unimed, nosso movimento aumentou 50% em comparação com aquela época, enquanto o convênio mantém o mesmo número de clientes. Isso nos leva a crer que havia uma grande demanda reprimida de outros convêniosâ€, salienta Brosco.
Ele lembra que até há bem pouco tempo, praticamente todos os médicos e serviços de saúde da cidade estavam ligados à Unimed e defende que havia uma parcela da população vinculada a outros planos de saúde que mantinha-se à margem do atendimento. “Nosso maior fluxo hoje são estes pacientesâ€, completa.
O corpo clínico do hospital atualmente é formado por aproximadamente 100 médicos, além de outros 100 funcionários de apoio (enfermagem e administração). O Prontocor realiza todos os procedimentos básicos de atenção e diagnóstico, com exceção dos recursos de alto custo, para os quais o paciente é encaminhado a outras unidades de saúde da cidade.